Metalurgia fatura e influencia no resultado positivo da indústria em Divinópolis

Pablo Santos
O faturamento da indústria do Centro-Oeste fechou positivo influenciado pela metalurgia no ano passado. No entanto, o emprego, massa salarial e horas trabalhadas fecham com saldo negativo no geral, de acordo com os dados da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Já a confecção segue com saldo negativo nas vendas.
No acumulado de 2016, o faturamento da indústria cresceu 1,4%. O resultado positivo é atribuído ao último mês do ano. De acordo com a Fiemg, em dezembro de 2016, o faturamento das indústrias da região cresceu 31,4%, quando se compara com o mesmo período de 2015.
— A despeito do crescimento no faturamento, dá-se em razão do aumento nas exportações — destacou o relatório.
Dos quatro indicadores, somente o faturamento avançou e horas trabalhadas, emprego e massa salarial encerrou no vermelho.
— Os indicadores recuaram, como consequência do ajuste realizado nas empresas ao menor nível de produção — concluiu a Fiemg.
As horas trabalhadas recuaram 10% na indústria do Centro-Oeste em 2016, na comparação com 2015, conforme os dados da Fiemg.
A massa salarial foi outro indicador com queda: 10,5% no ano passado, quando se confronto com 2015.
O emprego caiu 12% na indústria da região no ano passado, de acordo com a Fiemg. No entanto, mostrou desaceleração em dezembro com declínio de 0,2% no confronto com o mesmo período do ano passado.
Metalurgia
O faturamento das indústrias do Centro-Oeste está relacionado aos bons resultados da metalurgia. De acordo com os dados, as vendas cresceram 16,3% de janeiro a dezembro do ano passado, quando se compara com o mesmo período de 2015.
— No acumulado do ano, o faturamento do setor de metalurgia cresceu em virtude do aumento nas exportações. A recuperação do preço dos produtos siderúrgicos ao longo de 2016 colaborou para a melhora das vendas para o mercado externo. Ainda que o emprego tenha apresentado relativa estabilidade, com variação de -0,1%, houve aumento nas horas trabalhadas, na utilização da capacidade instalada e na massa salarial real devido ao retorno ao trabalho de funcionários que estavam em layoff — destacou o estudo da Fiemg.
As horas trabalhadas subiram 1,9% e a massa salarial também cresceu: 1,3%.
Têxtil
O faturamento da indústria têxtil caiu 4,7% nas indústrias do Centro-Oeste. As horas trabalhadas caíram 15,7%, emprego 20% e massa salarial 19,8%.
— Em 2016, o faturamento do setor têxtil apresentou recuo devido ao decréscimo nas vendas para os mercados interno e externo. A menor demanda por produtos do setor levou as empresas a fecharem turnos de trabalho e paralisarem maquinário, provocando o desempenho negativo do emprego e da massa salarial, bem como das variáveis ligadas à produção — ressaltou o estudo.
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