Divinópolis recebe espetáculos e oficina gratuita, em praças da cidade
Da Redação
O Grupo Maria Cutia, de Belo Horizonte, que já se apresentou para plateias de 24 estados brasileiros e de seis países, chega a Divinópolis, em agosto, com uma programação toda gratuita. Assim, a cidade recebe, nas praças do Santuário e da Catedral, três espetáculos do repertório da trupe, nos dias 7, 8 e 9 deste mês, de quinta a sábado, além de uma oficina brincante.
Apoios
A programação faz parte do projeto de circulação do Grupo Maria Cutia, por dez cidades mineiras, que é patrocinado pela Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com a realização do Governo de Minas Gerais.
— Estamos animadas com essa ideia de levar três espetáculos diferentes para uma mesma cidade. Dá uma sensação de estarmos em um mini festival, nas praças da cidade, ao ar livre. E o gostoso é que quem vai na quinta, volta na sexta e no sábado, e acaba levando outras pessoas para os outros dias. Fazer teatro na rua é sempre desafiador, mas proporciona muitos encontros e amplia a possibilidade de quem está passando, se interessar, ou mesmo ver pela primeira vez — comenta a coordenadora de produção do grupo, Luisa Monteiro.
Apresentações
Na próxima quinta-feira, dia 7, “Mundos”, que embala o público de todas as idades em uma viagem musical pela infância de vários países, será apresentado às 19h, na praça do Santuário. No mesmo local, na sexta-feira, no mesmo horário, acontece o show cênico para crianças “Aquarela”, cenários e figurinos são pintados literalmente pelos atores, que colorem, aos olhos da plateia, uma grande aquarela ao vivo.
Já no sábado, o grupo ministra uma oficina Brincante, na Escola Municipal de Música Maestro Ivan Silva, para artistas, educadores e pessoas interessadas em conhecer sobre cantigas de roda, canções de cortejo, brinquedos cantados e histórias musicadas colhidas nas andanças do Maria Cutia pelo Brasil. No mesmo dia, às 16h, tem “saideira” com o espetáculo brincante “Na Roda”, na praça da Catedral, em frente ao Museu de Divinópolis.
—Vivemos em um estado tão grande e tão diverso que fazer uma turnê por ele tem um caráter nacional. Cada município tem suas peculiaridades, seu charme. E o teatro de rua entra em cena pra jogar com essas perspectivas. Assim, cada espetáculo é único já que muda o público, muda a praça, muda a paisagem —comenta a atriz e fundadora do Maria Cutia, Mariana Arrudas.
História
Formado pelos atores-cantores-palhaços-músicos Mariana Arruda, Leonardo Rocha e Hugo da Silva e a produtora e a gestora cultural e produtora Luisa Monteiro, o Maria Cutia nasce, no ano de 2006 na capital mineira, como uma companhia de teatro de rua. Ao longo de 19 anos, a trupe fez passagem por seis países, 24 estados e mais de 200 cidades brasileiras.
—Cada vez mais, em suas andanças pelo Brasil, o Maria Cutia tem se apresentado nas salas de teatro. Fazer teatro de rua, ocupar o espaço público hoje, exige uma série de burocracias ao artista. Mas, toda vez que a gente tem a chance de sonhar uma nova turnê, surge a rua como o melhor palco desse sonho. Na rua, o teatro encontra a poesia de cada cidade. A mistura de idades, credos, classes do público — comenta Mariana.
Espetáculo “Mundos”
Com direção de Eugênio Tadeu, “Mundos” propõe um passeio pela infância de vários países através das canções “Le Berceuse Du Mono” (Benin), “Ana Latu” (Tonga - Oceania), “Berend Botje” (Holanda), “Inelê” (Indonésia), “Hiraita” (Japão), “Le Petit Ver de Terre” (França), “Cocorobé” (Colômbia) e “Canto do Mundo” (Brasil). A exceção da última música, que é uma composição dos atores com o diretor, todas as outras são domínio público e do folclore de cada país.
Brinquedos e objetos são ressignificados, assumindo funções diversas. Tangram, tecidos, traca traca (escadinha de Jacó), pratos, copos e talheres viram brincadeira nas mãos dos atores. No palco, os atores Dê Jota, Leonardo Rocha, Mariana Arruda e Hugo da Silva estão acompanhados de Vitim Nascimento e Evandro Heringer que executam os arranjos originais criados por Tinho Menezes e Felipe Fleury para a trilha do espetáculo. Além de diversos objetos, os atores também manipulam uma grande caixa circular que funciona como cenário.
“Espetáculo Na Roda”, uma experiência brincante
As histórias de um menino sem nome, de Martim e Mariana e sua grande banda, de uma fazenda e seus animais são contadas e cantadas ora por palhaços, ora por máscaras expressivas, ora por atores brincantes em contínuo diálogo com o público que, ao final, entra na roda e brinca também. Espetáculo brincante com repertório de canções colhidas no Vale do Jequitinhonha e no norte de Minas. Com direção e dramaturgia coletivas, o espetáculo traz no elenco: Mariana Arruda, Leonardo Braga e Hugo da Silva. A direção musical é de Hugo da Silva. No espetáculo, canções das tradições brincantes mineiras são executadas, ao vivo, pelo Grupo Maria Cutia. Figurinos e objetos de cena são assinados por Marina Bylaardt e as Máscaras por Leonardo Rocha.
“Espetáculo Aquarela”, um show cênico para crianças
Notas e versos que passeiam pelos coloridos das falas do tatibitate, de uma aula de dança que vai do balé ao samba, de alguns trava línguas que viram histórias, de uma valsa de casamento de dois bonecos de pano, de uma tradicional família moderna, de grandes e pequeninos medos, de expressões com animais vistas ao pé da letra (ou à pata da letra), de um carnaval sem instrumentos feito só com a boca e alguns outros aquarelados olhares do mundo da criança. O espetáculo brinca com a linguagem performativa das artes plásticas e a cada apresentação o cenário e figurinos são literalmente pintados pelos atores em cena, colorindo uma grande aquarela ao vivo para o público. Em cena, estão Leonardo Rocha, Hugo da Silva e Mariana Arruda, sob orientação artística de Eugênio Tadeu. A direção musical é de Hugo da Silva e Babaya, o figurino de Luiz Dias, o cenário de Leonardo Rocha e a iluminação de Richard Zaira e Pedro Paulino.
“Oficina Brincante com Grupo Maria Cutia”
Oficina voltada para educadores, artistas e interessados em geral. Com conteúdo brincante e lúdico a oficina é uma vivência cantante com um repertório de cantigas de roda, canções de cortejo, brinquedos cantados e histórias musicadas colhidas na Amazônia, no Nordeste, no Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas e em países da África de Língua Portuguesa - com pitadas de técnicas de expressão vocal e corporal, de improvisação e do princípio da música-em-cena. Ela já foi ministrada pelo Maria Cutia em escolas da rede particular e pública de Belo Horizonte, em festivais e turnês da Cia por dezenas de cidades brasileiras e nos países africanos de Língua Portuguesa. Duração: 2 horas | 25 vagas mediante ordem de inscrição. Mais informações sobre a circulação estão disponíveis no Instagram @grupomariacutiadeteatro.
Já as inscrições para a oficina podem ser feitas acessando o link na bio do Instagram do @grupomariacutiadeteatro.
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