Domingos Sávio celebra avanço para anistiar envolvidos no 8 de janeiro

Lucas Maciel
O deputado federal Domingos Sávio (PL) celebrou o avanço do projeto para anistiar os envolvidos no ato de 8 de janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira, 8, após reunião na Câmara dos Deputados, Domingos Sávio afirmou mais uma vez que vai seguir firme na luta pelo perdão judicial.
— Demos um passo importante em direção a aprovar o projeto de anistia para aqueles que injustamente estão presos como se fossem terroristas e golpistas — destacou Domingos Sávio.
Ainda na publicação, o deputado fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ao afirmar que a Constituição Brasileira não está sendo respeitada.
— Não existiu nenhum golpe, foi uma armação deste governo desonesto e desta esquerda terrível, que se diz defensora da democracia, mas que com a conivência e com o respaldo de Alexandre de Moraes, quer implantar uma ditadura no Brasil. Temos sim que conceder anistia para esses presos políticos — disse o deputado.
Parecer
O vídeo de Domingos Sávio foi publicado após reunião na Câmara dos Deputados realizada na terça-feira, onde o relator e deputado, Rodrigo Valadares (União-SE), leu um parecer favorável o projeto de lei que recomenda a anistia aos envolvidos nos atos de vandalismo, no dia 8 de janeiro de 2023.
No parecer, o relator recomendou a aprovação ao substitutivo ao Projeto de Lei 2858/22, do ex-deputado Major Victor Hugo (GO), e outros seis apensados. O texto do novo projeto deseja conceder o perdão judicial aos envolvidos em atos anteriores ou seguintes, mas que tenham relação ao 8 de janeiro.
Neste sentido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também ficaria sem chance nenhuma de ser punido. Bolsonaro publicou no dia 10 de janeiro um vídeo em que questionava a isenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022, e estava sendo investigado.
Votação
Mesmo com a leitura do relatório, a votação do PL da anistia, que aconteceria também nesta terça-feira, foi adiada pela terceira vez. O adiamento aconteceu após um pedido de vista da oposição, que alega que é necessário mais tempo para análise do projeto.
Agora, a análise das propostas deve ser retomada nas próximas reuniões da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
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