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Política

“Essas eleições foram um sucesso”, afirma juiz eleitoral 

“Essas eleições foram um sucesso”, afirma juiz eleitoral 

Lucas Maciel 

O dia das eleições municipais reserva uma série de preocupações às autoridades, candidatos e eleitores em  relação à segurança pública. Por isso, desde antes do dia 6 de outubro, diversas ações de conscientização vinham sendo feitas no intuito de tranquilizar e alertar todos os envolvidos no processo. Para o dia das eleições, a Polícia Militar (PM) e o Ministério Público (MP) prepararam toda uma operação especial, com o objetivo de dar todo o suporte durante todo o período de votação e depois, de apuração.

E o resultado foi muito positivo, de acordo com as autoridades. Em entrevista, o juiz eleitoral, Mauro Riuji Yamane, fez um balanço sobre a atuação durante todo o dia de eleição. 

— Por ser uma eleição municipal, que sempre os ânimos estão mais acirrados e normalmente existe uma polaridade, o resultado foi surpreendente. Nós estávamos preparados para uma situação muito mais séria, com muito mais problemas, e Divinópolis mostrou que sabe como fazer uma boa eleição — afirmou. 

Troca de urnas

Durante o dia, foram constatados problemas em algumas urnas eleitorais. Cintia Greco, chefe da 103ª Zona Eleitoral comentou sobre essas substituições. 

— Apesar de serem municipais, essas eleições foram mais tranquilas. Os problemas que tivemos foram em relação às urnas eletrônicas. Neste ano, recebemos algumas com modelo mais antigo, de 2013 e 2015, diferente da eleição passada, que recebemos modelos de 2020, então, algumas de modelo 2013 apresentaram alguns defeitos, como travamentos, que não haviam sido constatadas nos testes — explicou. 

Por este motivo, sete urnas tiveram que ser substituídas na 103ª Zona Eleitoral — número maior do que o da última eleição — porém, de acordo com Cintia, a troca foi rápida e aconteceu, principalmente, como uma forma de tranquilizar os eleitores e os mesários das seções. 

Ocorrências 

A avaliação da Polícia Militar (PM) também foi positiva. Ao Agora, a assessoria do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM), informou que foram registradas nove ocorrências eleitorais em Divinópolis durante todo o dia. 

Destas, todas foram ocasionadas pelo mesmo crime: derramamento ilegal de santinhos. A Lei n° 9504/1997, conhecida como a Lei das Eleições, veda que seja espalhado material impresso de propaganda, os famosos “santinhos”, nos locais de votação ou em vias próximas. 

A punição para as pessoas que descumprirem a medida é de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de uma multa. 

No município, apesar dos nove registros, apenas duas pessoas foram detidas. Estas prisões aconteceram ainda na madrugada de domingo, quando os suspeitos foram vistos derramando santinhos de candidatos pelo Centro de Divinópolis, na rua Pernambuco e na Avenida 7 de Setembro. 

Região 

Ainda de acordo com o balanço divulgado pela PM, em outras duas cidades da região também foram registrados crimes parecidos: em Cláudio foram 4 e em São Gonçalo do Pará 3. 

Além disso, em São Gonçalo, também foi constatado um crime de transporte irregular de eleitores, onde um suspeito foi relacionado no boletim de ocorrência, mas ninguém foi conduzido para a delegacia. 

A operação

Na última sexta-feira, 4, foi realizada uma coletiva de imprensa no auditório da Polícia Militar na 7ª Região, com representantes da corporação e do Ministério Público. O promotor eleitoral, Casé Fortes, participou e repassou informações relacionadas ao processo eleitoral.

No encontro, os representantes detalharam o papel da PM durante o período eleitoral, com informações sobre as ações e estratégias da corporação para garantir a segurança e a ordem no processo democrático. Além disso, também foi esclarecida a forma de lançamento do efetivo, a proteção dos equipamentos eleitorais, e a cooperação interinstitucional necessária para garantir um processo eleitoral seguro e eficiente.

As estratégias foram desde a chegada e distribuição das urnas, até a vigilância nos locais de votação e entrega das urnas para apuração nos cartórios eleitorais. Para isso, todos os militares foram empregados em ações de policiamento ordinário e no apoio às eleições, inclusive aqueles que estavam afastados por motivos de saúde e atuaram em plantões internos. 

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