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Política

Domingos Sávio garante vacinação nas escolas 

Domingos Sávio garante vacinação nas escolas 

Da Redação

Mais de cinco anos após ser apresentado pelo deputado federal Domingos Sávio (PL), o projeto que cria o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas entra em vigor. O texto foi sancionado na semana passada pelo presidente Lula (PT). O parlamentar publicou, na terça-feira, um vídeo enaltecendo a iniciativa. 

A ideia surgiu após queda da cobertura vacinal e o risco de doenças, até então consideradas erradicadas, voltarem a circular no Brasil. A ideia é criar um cronograma de visitas às escolas para colocar a caderneta de vacinação dos alunos em dia. 

— Apresentei esse projeto há alguns anos, antes mesmo de existir covid-19, preocupado com várias outras doenças que representam um risco gravíssimo para as nossas crianças, como paralisia infantil e sarampo — justificou. 

Presidente do partido em Minas Gerais, Sávio também esclareceu que o projeto não obriga a vacinação. 

— Houve algumas incompreensões de alguns achando que estávamos querendo obrigar a criança a se vacinar ou vacinar sem o pai autorizar. Não tem nada disso no projeto — citou. 

Definiu o texto como “simples”, com o objetivo principal de facilitar a vida dos pais.

— Terão a tranquilidade de, ao invés de perder um dia de trabalho para ir no posto de saúde, autorizar que sua criança seja vacinada na escola, com todos os cuidados dos profissionais de saúde — definiu.

Exemplo para o mundo

O deputado gravou o vídeo ao lado do relator da matéria e ex-ministro da Saúde no governo Dilma (PT), o senador Marcelo Castro (MDB). 

— O Brasil sempre foi exemplo para o mundo em vacinação — ressaltou Castro. 

Para o senador, a proposta aproxima as unidades de saúde das crianças. 

— Muitas mães têm dificuldade de pegar seus filhos e levá-los a um posto de vacinação. E onde é que as crianças estão todos os dias? Na escola — explicou. 

Ao classificar o projeto como “revolucionário”, destacou a importância da imunização. 

— A maneira mais eficiente que a humanidade já descobriu para se livrar de inúmeras doenças é a vacinação — concluiu. 

Textos

O texto também autoriza escolas particulares, caso manifestem interesse, a receberem a iniciativa. 

— Os estabelecimentos de ensino participantes do programa deverão entrar em contato com a unidade de saúde mais próxima, para informar a quantidade de alunos matriculados na educação infantil e no ensino fundamental e agendar a data em que a equipe de vacinação irá à escola para vacinar as crianças — define a lei. 

Apenas um trecho, que determinava o envio da lista dos alunos matriculados que não se vacinaram às unidades de saúde para contato e orientação, foi vetado. 

— Embora haja diversas causas da redução da cobertura vacinal, a consequência é só uma: o aumento do número de pessoas suscetíveis às doenças imunonopreveníveis com o aumento do risco do recrudescimento de doenças e a ocorrência de surtos — justificou o autor no projeto. 

Na época, Domingos apontou a Educação como um fator que pode contribuir para aumentar os índices de imunização. 

— Traz perplexidade a quantidade de informações inverídicas que são divulgadas para provocar dúvidas nas pessoas acerca da eficácia e segurança das vacinas. Neste sentido, a escola tem um papel fundamental ao apoiar os esforços de vacinação, colaborando na divulgação de informações corretas e cientificamente embasadas — citou. 

O próprio projeto, apresentado há cinco anos, já ressaltava que “o programa não obriga a criança a ser vacinada, apenas disponibiliza a vacina em local diverso das unidades de saúde”. 

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