Eleições 2026 em MG: liderança de Cleitinho Azevedo e indefinições marcam disputa

Da Redação
Com o encerramento do prazo para regularização do título de eleitor, a atenção do cenário político mineiro passa a se concentrar de forma mais direta nas eleições de 2026. O fim do período, que impacta diretamente a participação do eleitorado no pleito, marca também uma mudança de foco para partidos e pré-candidatos, que intensificam articulações, alianças e estratégias em um ambiente ainda marcado por incertezas. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o processo ganha relevância diante da disputa fragmentada e da ausência de definições por parte de nomes centrais.
Nesse contexto, levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos, ajuda a dimensionar o cenário atual ao indicar liderança do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que aparece à frente em todos os cenários testados. Apesar do desempenho, o parlamentar ainda não confirmou se disputará o governo, indicando que a decisão será tomada nos próximos meses. A indefinição se soma à do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que também não oficializou candidatura, enquanto o governador Mateus Simões (PSD) intensifica movimentos em busca de apoio político, contribuindo para um quadro ainda em aberto na corrida pelo comando do estado.
Cenário nas pesquisas
O levantamento da Quaest aponta o senador Cleitinho Azevedo na liderança em todos os cenários testados para o primeiro turno, com intenções de voto que variam entre 30% e 37%. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 14% a 18%, e o senador Rodrigo Pacheco, com 8% a 12%.
O atual governador Mateus Simões registra entre 3% e 5% das intenções de voto nos cenários avaliados. A pesquisa ouviu 1.482 eleitores entre os dias 22 e 26 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Entre os dados qualitativos, o estudo indica que cerca de 60% dos eleitores ainda podem mudar o voto. Apesar disso, Cleitinho apresenta maior taxa de definição entre seus apoiadores, com 56% afirmando que o voto é definitivo. Rodrigo Pacheco aparece com 50% nesse indicador.
Mateus Simões
No campo político, o governador Mateus Simões tem intensificado articulações em busca de apoio partidário, especialmente junto ao Partido Liberal (PL). Diante de divisões internas da sigla em Minas Gerais, Simões passou a dialogar diretamente com lideranças nacionais, incluindo o senador Rogério Marinho e interlocutores próximos ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.
A estratégia busca contornar impasses com a direção estadual do partido e ampliar a interlocução com a cúpula nacional, incluindo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A aproximação ganhou força após agenda institucional em Ouro Preto, onde Simões condecorou Rogério Marinho com a Medalha da Inconfidência.
Internamente, alas do PL divergem sobre o caminho a ser adotado na eleição estadual. Parte do grupo defende apoio a Cleitinho, enquanto outra considera o lançamento de candidatura própria ou eventual aliança com o atual governador. O deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do partido, afirmou que a definição deve ocorrer até o fim de maio, destacando a necessidade de alinhamento com o projeto nacional liderado por Flávio Bolsonaro.
Cleitinho Azevedo
A liderança de Cleitinho nas pesquisas tem ampliado a pressão por definição de sua candidatura. Apesar do desempenho, o senador ainda não confirmou oficialmente se disputará o governo, indicando que a decisão deve ocorrer nos próximos meses.
Nos bastidores, há mobilização de aliados para consolidar apoio em torno de seu nome. O ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Republicanos), tem defendido publicamente a união de forças políticas à direita em torno da possível candidatura de Cleitinho, em meio a resistências dentro de partidos como o PL.
Ao mesmo tempo, setores da legenda avaliam alternativas, como o apoio ao próprio Mateus Simões ou o lançamento de nomes como o empresário Flávio Roscoe. A indefinição reflete o cenário fragmentado da direita no estado, com diferentes estratégias sendo consideradas.
Rodrigo Pacheco
Outro nome relevante no cenário é o senador Rodrigo Pacheco, que também não confirmou se disputará o governo de Minas Gerais. Mesmo aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas, o parlamentar tem sido alvo de pressões para oficializar sua posição.
Aliados políticos, incluindo lideranças do campo da esquerda, têm defendido sua candidatura, destacando sua experiência institucional e capacidade de articulação. Pacheco, no entanto, tem adotado cautela e sinalizado que a decisão depende da construção de alianças e de questões pessoais.
Interlocutores indicam que Pacheco está concentrado em avaliar o cenário político e viabilizar apoios antes de tomar uma decisão definitiva. Paralelamente, movimentos no plano nacional e episódios recentes no Congresso também influenciam seu posicionamento.
Disputa em aberto
O cenário para o governo de Minas Gerais em 2026 permanece em aberto, com múltiplas pré-candidaturas, articulações em curso e elevado índice de eleitores indecisos.
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