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Economia

Empresas divinopolitanas são destaques no segmento de atacarejo

Empresas divinopolitanas são destaques no segmento de atacarejo

Jorge Guimarães

A evolução no setor de varejo alimentar tem sido notável nos últimos anos, com um fenômeno particularmente interessante sendo a ascensão dos atacarejos. Essa tendência representa uma mudança significativa no comportamento do consumidor e nas estratégias de negócios das redes de supermercados tradicionais. Sendo um misto entre atacado e varejo, que oferece aos consumidores a oportunidade de comprar itens em grandes quantidades a preços mais baixos do que em supermercados convencionais. Esses estabelecimentos são frequentemente caracterizados por espaços amplos, corredores espaçosos e uma variedade de produtos em embalagens maiores, atendendo tanto a consumidores finais quanto a pequenos comerciantes.

Evolução

A evolução das redes de supermercados para o segmento de atacarejo pode ser atribuída a diversos fatores que regem o cotidiano atual de várias famílias.

Na avaliação do economista Leandro Maia, os consumidores estão cada vez mais conscientes dos preços e buscam economizar em suas compras. 

—  Os atacarejos oferecem preços mais baixos devido à venda em volume, atraindo consumidores que desejam maximizar seu poder de compra. Outro fator relevante é que com a tendência de famílias menores e uma maior preocupação com o desperdício, muitos consumidores estão optando por comprar em grandes quantidades e armazenar produtos para uso futuro — avalia o economista, Leandro maia.

Ranking

Seguindo esta tendência, Divinópolis não podia ficar de fora, quando suas duas maiores redes de supermercados, genuinamente divinopolitanas, iniciaram aberturas de lojas do segmento. E hoje, Minas Gerais tem cinco redes atacadistas de autosserviço, ou atacarejos, entre as 20 maiores no ranking nacional. Em pesquisa, que foi divulgada na última semana pela Associação Brasileira dos Atacarejos (Abaas), em parceria com a NIQ, empresa mundial de inteligência do consumidor.

Assim o Mart Minas Atacado e Varejo e Dom Atacadista é a mineira mais bem posicionada, com o primeiro lugar no estado e a sétima posição do país, com faturamento de R$ 9,43 bilhões em 2023, operando em 81 lojas. Em segundo lugar entre as mineiras, está a rede ABC, com faturamento de R$ 4,48 bilhões e 72 lojas e posicionada como a 13ª maior na pesquisa. 

Na sequência, vem o Apoio Mineiro, a terceira maior no Estado, que faturou R$ 4,14 bilhões em 57 lojas, e se posicionou como a 15ª do segmento no Brasil. O Grupo Bahamas, com faturamento de R$ 4,01 bilhões e 77 lojas, é a quarta maior rede mineira e a 16ª em âmbito nacional, segundo o ranking da ABAAS/NIQ. O Villefort Atacadista é 20ª maior rede do ranking, e a quinta em Minas Gerais, com R$ 2,9 bilhões em faturamento, em 30 lojas.  

— E seguindo essa tendência, muitas redes de supermercados tradicionais estão expandindo suas operações para incluir lojas de atacarejo como parte de sua estratégia de crescimento. Isso permite que eles atinjam novos segmentos de mercado e diversifiquem suas ofertas para permanecerem competitivos — pontua o economista.

Consumidores

Com este novo leque aberto no segmento supermercadista, muitos consumidores optaram por fazerem suas compras nas espaçosas e grandes lojas de atacarejos.

— Como trabalho no setor de compras de um restaurante, hoje, somente compramos nos atacarejos, devido a preços menores e embalagens bem maiores que as convencionais. Isso sem falar no mix de produtos direcionados às pequenas, médias e grandes empresas — disse o gerente, Paulo Santos.

A tranquilidade e a forma mais eficaz de efetuar as compras são atrativos também para outros empresários do ramo. 

— A experiência de compra em um atacarejo é frequentemente mais simples e rápida do que em supermercados convencionais. Com corredores mais amplos e um foco na eficiência operacional, os consumidores podem fazer suas compras de forma mais eficaz — define o sócio de tradicional restaurante da cidade, Rolando Meneses.

O atacarejo veio para revolucionar o cenário supermercadista trazendo melhor custo-benefício. 

— Em resumo, a evolução das redes de supermercados para o segmento de atacarejo reflete uma mudança nas preferências e necessidades dos consumidores, bem como nas estratégias de negócios das empresas do setor. Com uma abordagem centrada no custo-benefício, variedade e eficiência, os atacarejos continuam a ganhar popularidade e a remodelar o cenário do varejo alimentar — finaliza o economista.

Brasil

O topo do ranking no segmento nacional de atacarejo tem o Atacadão na primeira colocação, com R$ 79,11 bilhões em faturamento e 361 lojas. A segunda maior rede é o Assaí, com R$ 72,80 bilhões e 288 lojas. A terceira é o Grupo Mateus, com R$ 30,24 bilhões e 258 lojas. Na quarta colocação está a Irmãos Muffato, que faturou R$ 15,65 em 2023, em 104 lojas. Fechando o grupo das cinco maiores, o Grupo Pereira registrou faturamento de R$ 13, 19 bilhões, em 118 lojas.  

A pesquisa da Abaas/NIQ revela que as 23 redes alcançaram juntas um faturamento de R$ 300 bilhões em 2023, em 2.041 lojas. No total, essas redes empregam 369.412 colaboradores de forma direta. 

Foto/ Divulgação

Setor de atacarejo está em plena expansão no Brasil 

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