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Saúde

Faltas de pacientes geram prejuízo de R$ 2,6 milhões à Saúde em 2026

Secretaria de Saúde apresenta prestação de contas com quase R$ 400 milhões aplicados 

Por Jonny Reisle · Redação· 3 min de leitura
Faltas de pacientes geram prejuízo de R$ 2,6 milhões à Saúde em 2026

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apresenta nesta quarta-feira, 23, às 14h, na Câmara Municipal de Divinópolis, a prestação de contas da pasta referente às ações realizadas em 2026. A audiência pública reunirá vereadores, técnicos e representantes da secretaria para apresentar dados sobre recursos aplicados, atendimentos, serviços da rede, vigilância em saúde, auditorias e indicadores do município.

A Prefeitura informou que o relatório que será apresentado nesta terça-feira, 22, corresponde ao 2º quadrimestre, período que reúne os meses de maio a agosto. Os números mais recentes fornecidos pela Semusa, portanto, referem-se a esse segundo período. De acordo com os dados divulgados pela secretaria, R$ 342,8 milhões foram aplicados em ações e serviços públicos de saúde até o 2º quadrimestre de 2026. Do total, 22,9% são provenientes de recursos municipais, enquanto os outros 77,1% vieram de outras fontes.

A apresentação ocorre no plenário da Câmara e será conduzida pelos técnicos da Semusa, com participação da secretária municipal de Saúde, Sheila Salvino. A audiência é prevista como instrumento de acompanhamento da aplicação dos recursos e dos resultados alcançados pela rede pública.

Atenção Primária

Entre os dados apresentados pela secretaria está a cobertura da Atenção Primária à Saúde, que alcançou 98,9% da população de Divinópolis. Atualmente, a rede conta com 66 equipes de Saúde da Família e 45 unidades básicas de saúde. O número de consultas médicas de nível superior também apresentou crescimento. Conforme a Semusa, foram realizadas 121.663 consultas no quadrimestre, resultado que representa aumento de 8,1% em comparação com o período analisado anteriormente.

A Atenção Primária é considerada a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), concentrando atendimentos realizados nas unidades básicas e ações de acompanhamento e prevenção. O fortalecimento desse atendimento também é apontado como estratégia para reduzir a pressão sobre serviços de urgência e emergência.

No primeiro quadrimestre, apresentado anteriormente pela Semusa à Câmara, a secretaria havia informado 110.317 atendimentos na Atenção Primária, número 1,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Na ocasião, também foram contabilizados 41.624 atendimentos na UPA Padre Roberto.

Indicadores de saúde

O relatório mais recente também reúne indicadores relacionados à vigilância em saúde. Segundo a Semusa, a mortalidade prematura por doenças crônicas apresentou redução no período. O indicador caiu de 99,6 para 66,7 por 100 mil habitantes, o que representa uma redução de aproximadamente 33 pontos na taxa utilizada para o acompanhamento.

Outro indicador apresentado foi o de sífilis congênita, que teve redução pela metade na comparação indicada pela secretaria. O número de casos caiu de oito para quatro.

Na vigilância ambiental, entretanto, um dos dados apresentados chama atenção para o aumento das notificações de casos suspeitos de dengue. Conforme a Semusa, foram registradas 1.956 notificações no segundo quadrimestre de 2026, contra 977 no mesmo período do ano anterior.

O número representa um aumento de 979 notificações, ou aproximadamente 100% em relação ao período comparado. As notificações, porém, correspondem a casos suspeitos registrados para investigação e não significam, necessariamente, casos confirmados da doença.

Auditorias

De acordo com a Semusa, foram concluídos monitoramentos e auditorias em unidades e áreas como o Centro Municipal de Atendimento à Saúde (Cemas), Saúde Bucal, Policlínica e Saúde Mental. Os procedimentos resultaram em recomendações e planos de ação, que, segundo a secretaria, já foram validados.

Faltas geram prejuizo

Outro ponto destacado pela secretaria é o absenteísmo, que corresponde ao não comparecimento de pacientes a consultas, exames ou outros procedimentos previamente agendados.

Segundo os dados apresentados pela Semusa, as faltas provocaram um impacto financeiro de R$ 2,6 milhões no quadrimestre. O indicador já havia sido alvo de atenção em prestações de contas anteriores, devido aos efeitos provocados tanto na utilização dos recursos públicos quanto na organização da fila de atendimentos.

Além do impacto financeiro, o não comparecimento pode impedir que horários sejam destinados a outros pacientes que aguardam pelos procedimentos. A gestão municipal vem acompanhando o indicador e tratando o tema como uma das questões a serem enfrentadas na organização da rede.


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