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Política

Galileu rebate Gleidson sobre mandatos: ‘tão novo e com problema de memória’

Por Portal Agora

Bruno Bueno

 

O ex-prefeito de Divinópolis, Galileu Machado (MDB), rebateu as críticas feitas por Gleidson Azevedo (Novo) aos seus  mandatos e de muitos outros que administraram o Município. Em entrevista na semana passada, o atual chefe do Executivo disse que a cidade ficou “praticamente abandonado em 109 anos”. 

Galileu emitiu ontem uma nota repudiando as falas de Gleidson. O documento relembra ações realizadas nos quatro mandatos do emedebista. O ex-prefeito também foi duro ao cutucar o irmão de Cleitinho Azevedo (Republicanos): “tão novo e com problema de memória”.

 

“Ofensa”

 

Galileu disse que considerou a fala “ofensiva” a todos os prefeitos que antecederam Gleidson.

— Muito antes dele nascer, Divinópolis se tornou uma cidade polo e destacada em Minas Gerais pelo trabalho de todos os prefeitos que, desde 1912, se dedicaram, com amor e esforço, a escrever uma história gloriosa sem que nenhum deles precisasse desmerecer o trabalho dos seus antecessores — disse.

O ex-prefeito destacou feitos de seus quatro mandatos.

— Oitenta por cento das escolas municipais e 60% das unidades de saúde foram construídas em nossos mandatos. Mais de 1.400 casas populares erguidas com recursos exclusivos do Município, garantindo casa própria para centenas de famílias — afirmou.

Galileu também citou a construção de três pontes, sedes de associações comunitárias, campos de futebol, quadras em bairros, além de realização de obras de asfaltamento e calçamento. 

 

Mais críticas

 

O emedebista continuou às críticas direcionadas ao atual chefe do Executivo.

— Se hoje você consegue fazer algumas dancinhas em cima de calçamentos em bairros distantes, foi porque eu lhe entreguei o caixa da Prefeitura abarrotado de dinheiro e ordens de serviços assinadas com dinheiro em caixa para todas as obras que você inaugurou nesses dois anos e seis meses do seu governo — pontuou.

Galileu também disse que não deixou dívidas para o mandato de Gleidson. Segundo ele, sua gestão, em contrapartida, iniciou com R$ 47 milhões de débitos.

— Minha equipe e eu não acusamos ninguém. Arregaçamos as mangas para o trabalho. Em quatro anos, pagamos 100% da dívida herdada e, ainda, lhe deixei o caixa da Prefeitura no azul. Foram 96 milhões de reais de superávit — acrescentou.

 

“Problema de memória”

 

Os R$ 96 milhões de superávit, segundo Galileu, foram divididos em cinco segmentos: quitação das folhas salariais quitadas, pagamento dos parcelamentos da previdência, quitação das dívidas trabalhistas e pagamento de precatórios.

— Tão novo e com problema de memória, gostaria de lembrá-lo que as dancinhas feitas em cima dos calçamentos, (...) só foram possíveis porque, no mandato anterior, estive na capital federal diversas vezes contando com o apoio do deputado Domingos Sávio (PL), que percorreu corredores comigo para liberar recursos para todas as obras de calçamento que você agora está exaltando — afirmou.

 

Prejuízos

 

Galileu afirmou ter sido prejudicado durante seu mandato por diversos fatores.  

— Os governadores Pimentel e Zema retiveram recursos do IPVA, FUNDEB, ICMS e da área da saúde. Os valores somam mais de 120 milhões, que agora estão sendo devolvidos pelo atual governador através de um acordo judicial em parcelas que são depositadas no caixa da Prefeitura — revelou.

A greve dos caminhoneiros e o início da pandemia de covid-19 são situações que também foram citadas pelo ex-prefeito. Além disso, Galileu falou sobre o trabalho de geoprocessamento 

— O caixa do Município foi turbinado pela coragem que teve o meu governo em realizar todo o trabalho de geoprocessamento para levantamento da real situação dos imóveis que impactaram positivamente o caixa da Prefeitura permitindo, assim, que Divinópolis atingisse uma arrecadação recorde — salienta.

 

Por fim….

 

Galileu desejou boa sorte para o atual prefeito. 

— Desejo-lhe sucesso para que o seu governo coloque mais um tijolinho na construção de uma cidade melhor para todos somando-se à forte obra que é a nossa cidade erguida por todos os prefeitos — relata.

 

Gleidson

 

Em entrevista na última semana, o prefeito de Divinópolis disse que a fala foi “retirada de contexto”. Procurado pela reportagem, o chefe do Executivo não quis se pronunciar sobre a nota emitida por Galileu Machado.

 

Olho: 

 

“Tão novo e com problema de memória, gostaria de lembrá-lo que as dancinhas feitas em cima dos calçamentos, (...) só foram possíveis porque estive em Brasília diversas vezes”

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