Governo Galileu sofre nova baixa

Da Redação
O governo do emedebista, Galileu Machado (MDB) sofreu novo desfalque. O chefe do seu gabinete, Djalma Guimarães pediu exoneração do cargo. O Agora apurou que o pedido já havia sido feito outras vezes, porém o chefe do Executivo não aceitou. Entretanto, desta vez por motivos pessoais de Djalma, Galileu acatou o pedido, e a exoneração deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial dos Municípios Mineiros.
Esta é a 5ª baixa que o governo de Galileu sofre. Ainda não há um nome para substituir Djalma.
A primeira foi com a saída de Fausto Barros, assessor especial de governo. Fausto foi conduzido pela Polícia Civil (PC) em junho do ano passado, por porte ilegal de armas. O ex-assessor especial ainda é investigado pelo Ministério Público, e pela PC por falsidade ideológica e coação no curso do inquérito. Barros foi afastado pelo MP do cargo, mas logo depois pediu exoneração. O órgão o proibiu ainda de ter qualquer contato e influência sobre o governo municipal. O cargo de Fausto Barros continua vago.
Logo após a saída do ex-assessor especial de governo, foi a vez do então secretário de saúde, Rogério Barbieri pedir sua saída da Prefeitura. O médico enfrentou uma forte crise na Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24H), com risco até mesmo de fechamento da unidade e greve dos médicos. Após contornar a situação, Rogério pediu exoneração em fevereiro deste ano. O funcionário de carreira da Prefeitura, Amarildo Sousa assumiu o lugar de Barbieri.
Em março foi a vez de Ricardo Moreira, então secretário de Governo, deixar o governo emedebista. Na época, os motivos do pedido de exoneração de Moreira não foram divulgados, mas houve especulações, que envolvia problemas de saúde. O advogado Roberto Antônio Chaves é o atual secretário de Governo.
Recomendação
Quem também saiu do alto escalão da Prefeitura, foi Clever Greco. Bezito, como é conhecido, era secretário de Planejamento Urbano e Meio Ambiente. Greco foi nomeado como secretário em fevereiro de 2017 por Galileu, mesmo sendo processado pelo Município por crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Genético. A exoneração de Bezito foi uma recomendação do Ministério Público. A recomendação da exoneração do ex- secretário, foi feita pelo promotor de justiça Leandro Wili, e expedida no dia 12 de dezembro de 2017.
Nela, o promotor considerou a instauração de um procedimento preparatório para apurar eventuais irregularidades praticadas pelo agora ex-secretário Meio Ambiente no âmbito do Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente (Codema), do qual Bezito era presidente. Greco foi substituído pela servidora, Flávia Mateus Gontijo.
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