Indústria ganha fôlego em fevereiro na região

Pablo Santos
A indústria regional apresentou três indicadores positivos em fevereiro na comparação com janeiro. No primeiro bimestre de 2017, os números de faturamento, emprego e horas trabalhadas também cresceram com as vendas do mercado interno e as exportações. Apenas a massa salarial, apresentou declínio em todas as comparações disponíveis pelos dados da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).
Os indicadores industriais do Centro-Oeste apresentaram recuperação em quase todos os dados do primeiro bimestre do ano, com exceção da massa salarial real. No acumulado dos últimos 12 meses, as quedas nas variáveis perderam intensidade.
— Em fevereiro, o faturamento cresceu, relativamente a janeiro, em virtude do aumento nas vendas para o mercado doméstico e nas exportações. Na mesma base de comparação, o nível de utilização da capacidade instalada também foi maior — apontou o relatório da Fiemg.
De acordo com os dados apurados pela Fiemg, o faturamento cresceu 6,3% no mês passado, no confronto com o mesmo período de 2016. Em outra comparação, fevereiro com janeiro, houve alta de 4,3%, de acordo com os dados da Fiemg. No acumulado janeiro e fevereiro, as vendas estão 5,9% maiores no confronto com o mesmo período de 2016.
Nos últimos 12 meses, os números também demonstração crescimento. Conforme os dados da Fiemg, os dados confirmam acréscimo de 47,1%.
Horas
As horas trabalhadas também apresentaram alta. De acordo com as estatísticas analisadas nas empresas da região, as horas trabalhadas registraram crescimento de 2,3% em fevereiro, quando comparado com o mesmo período de 2016.
No acumulado do ano, os números são melhores: 2,6%. No entanto, nos últimos 12 meses, a queda acumulada é de 6,6%, apontou a Fiemg.
Emprego
Outro indicador analisado foi o emprego. Em fevereiro, a variável apontou alta de 2% no confronto com janeiro. No primeiro bimestre de 2017, o volume é ligeiramente melhor 2,01%. Em contrapartida, nos últimos 12 meses, o declínio é de 8,7%, conforme o Fiemg.
Já a massa salarial apresentou retração em todas as comparações. Em 12 meses, o declínio é de 8,9%. Já em fevereiro, a queda foi de 0,4% quando se compara o mesmo período do ano passado. Em relação a janeiro, a queda é maior 2,1%. No acumulado do ano, a retração é de 3,9%, quando se confronta com o mesmo período de 2016.
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