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Economia

Intenção de consumo tem aumento de 1,4%

Por Portal Agora
Intenção de consumo  tem aumento de 1,4%

Jorge Guimarães

Depois das medidas tomadas pelo governo em relação a redução dos juros, tanto da Selic como nos cartões de crédito, o controle da inflação ficou mais fácil de ser alcançado, e é o que demonstram recentes pesquisas. Assim, em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mesma, indica que a intenção de consumo registrou aumento de 1,4%, em março em referência a fevereiro, dados estes que podem significar um aumento gradual no consumo.

E alinhado a estas ações, o consumidor ainda viu o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) inativo ser liberado, para aqueles que têm o devido direito. Somado tudo a safra recorde de grãos animou o consumidor a começar ir às compras novamente. E para tristezas de alguns e alegrias de muitos, a operação “Carne Fresca”, da Policia Federal, deu um tiro no pé das exportações de carne e quem vai ganhar é o mercado interno. Isso porque, com mais oferta, as exportações caíram em torno de 98%, assim o preço deve baixar consideravelmente nos próximos meses.

— O esperado é que o preço baixe nos próximos dias, pois com a redução nas exportações os frigoríficos vão ter que escoar a produção. E o mercado interno terá uma oferta muito grande, e mesmo com as circunstancias atuais, deve atrair o consumidor — avalia o empresário Guilherme Castro.

Quem já tava de olho era o operário de máquinas, Eusébio Queiroz, que conferia os preços no açougue.

— Como o mês que se inicia tem aniversário lá em casa, um bom churrasco cairia muito bem — disse      

 Hortifruti

Outro ponto positivo para o aquecimento, ainda que lento, da retomada do consumo, são os preços dos hortifrutis.  Exemplo  disso é o preço da cebola que continua a cair cerca de, 15,27%, nas principais centrais de abastecimento, Ceasas, do país em fevereiro. Os dados estão no 3º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2017, divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo analisa os preços de comercialização no atacado em fevereiro deste ano.

Preços

Numa loja de supermercado da cidade ontem, já podia se verificar nas gôndolas, alguns itens, antes vilões, agora com os preços bem baixos. Por exemplo, o feijão Carioquinha era vendido, de acordo com a marca e o tipo, entre R$ 1,45 a R$ 5,49, o pacote, 5Kg, do arroz agulhinha estava entre R$ 9,99 e R$ 17,45. Já o açúcar, pacote de 5Kg, estava na promoção de R$ 10,49. Nos hortis a cenoura branca saia a R$ 1,59, a batata e a cenoura eram comercializadas a R$ 1,79.

— Os preços estão bons desde o início do mês e estou aproveitando — avaliou a dona de casa Alice Freitas 

 Inflação controlada

E para se certificar de prenúncios melhores no mercado de varejo, em pesquisa publicada nesta quarta – feria, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,15% em março, bem menos do que os 0,54% de fevereiro. Desde março de 2009, quando o índice situou-se em 0,11%, não há registro de resultado mais baixo para os meses de março.

Intenção de consumo

Em outro levantamento referente a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), o índice apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março, alta de 1,4% na comparação com fevereiro e avanço de 0,9% em relação a março de 2016, informou nesta quarta – feira, a entidade.

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