Investigado pela PF, vice-prefeito de Itaúna perde o cargo após deixar o Brasil sem aval da Câmara

Da Redação
A saída do país sem autorização do Legislativo custou o cargo de vice-prefeito de Itaúna a Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL). A Câmara Municipal declarou, na tarde desta sexta-feira, 16, a extinção e a vacância do posto, após confirmação de que o político permaneceu fora do Brasil por período superior ao permitido pela legislação municipal.
A decisão foi tomada com base em certidão da Polícia Federal, que atesta que Hidelbrando deixou o país e permaneceu no exterior por mais de 15 dias sem autorização da Câmara, o que viola a Lei Orgânica do Município. O vice-prefeito também está sem dar expediente desde setembro de 2025.
Investigação
Hidelbrando é investigado pela Polícia Federal na Operação Rejeito, que apura um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Ele deixou o Brasil dois dias antes da deflagração da operação, fato considerado pela Câmara no processo que culminou na declaração de vacância.
Segundo o Legislativo, a legislação municipal é clara ao estabelecer que o chefe do Executivo ou seu vice não pode se ausentar do país por mais de 15 dias sem autorização prévia dos vereadores, sob pena de perda do cargo.
Cargo vago
Com a decisão, o cargo de vice-prefeito passa a ser considerado oficialmente vago. A Câmara informou que o ato tem caráter administrativo e legal, restrito ao cumprimento da Lei Orgânica, independentemente do andamento das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
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