Carregando clima…
Notícias

Justiça Federal vai priorizar processos de pessoas com doenças raras em Minas

Justiça Federal vai priorizar processos de pessoas com doenças raras em Minas

Da Redação

Processos judiciais envolvendo pessoas com doenças raras passarão a ter prioridade de tramitação na Justiça Federal em Minas Gerais. A medida é resultado de uma parceria firmada entre o Governo do Estado e o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), que prevê a implantação do chamado “Selo dos Raros” como forma de identificar e dar mais celeridade a esse tipo de demanda.

O acordo foi assinado nesta semana e tem como objetivo garantir respostas mais rápidas em ações que, na maioria das vezes, envolvem pedidos urgentes relacionados à saúde, como acesso a tratamentos, medicamentos e procedimentos.

A iniciativa segue uma política mais ampla de atenção às pessoas com doenças raras, grupo que, segundo estimativas, soma cerca de 13 milhões de brasileiros — sendo aproximadamente 1,4 milhão apenas em Minas Gerais.

Identificação dos processos

Com a nova medida, ações judiciais que envolvem pacientes com doenças raras passarão a ser identificadas nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal por meio de um marcador específico. A sinalização permitirá que magistrados e equipes técnicas reconheçam, de forma imediata, a natureza da demanda.

A proposta é facilitar a organização dos processos e garantir maior agilidade na análise dos casos, especialmente aqueles considerados urgentes.

Além da identificação, o selo também deve contribuir para melhorar o acompanhamento das ações ao longo de sua tramitação, permitindo maior controle e rastreabilidade dentro do sistema judicial.

A implementação técnica será feita de forma gradual, seguindo cronograma a ser definido pelo próprio tribunal.

Celeridade 

A criação do selo busca não apenas acelerar os processos, mas também ampliar a visibilidade das demandas envolvendo doenças raras, que muitas vezes enfrentam dificuldades específicas dentro do sistema de saúde e da própria Justiça.

Durante a assinatura do acordo, o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro, destacou a importância da medida para reduzir o tempo de resposta judicial.

— Visibilidade é vida. Quando a gente tira a pessoa com doença rara da invisibilidade, a chance de salvar a vida dela é muito grande — afirmou.

Ele também chamou atenção para a gravidade do cenário enfrentado por esses pacientes no país.

— Hoje, no Brasil, 30% dos doentes raros morrem antes de chegar aos cinco anos de idade — pontuou.

Expansão do projeto

O Selo dos Raros não é uma iniciativa inédita em Minas Gerais. O mecanismo foi criado em 2024 a partir de um acordo entre o Governo do Estado e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), sendo inicialmente aplicado no âmbito da Justiça estadual.

Desde então, o selo vem sendo utilizado para destacar processos envolvendo pessoas com doenças raras, chamando atenção para a urgência dessas demandas.

Em 2025, o projeto foi ampliado com a participação da Ouvidoria-Geral do Estado (OGE/MG), que criou um canal específico para receber manifestações relacionadas ao tema, como denúncias, reclamações e sugestões, com atendimento prioritário.

Com a adesão da Justiça Federal, a expectativa é de que o alcance da iniciativa seja ampliado, passando a abranger também ações que tramitam em primeira e segunda instâncias no TRF6.

Programa estadual

A implantação do selo integra o Programa Mineiro de Acessibilidade, Inclusão e Saúde (Promais), que reúne ações voltadas a pessoas com deficiência e doenças raras.

Coordenado pelo Governo de Minas, o programa tem como foco ampliar o acesso a serviços públicos, fortalecer a inclusão e garantir direitos a esses grupos.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…