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Política

Líder do governo propõe demolição de imóveis abandonados em lotes vagos

Por Portal Agora
Líder do governo propõe demolição de imóveis abandonados em lotes vagos

Da Redação

Está em trâmite na Câmara de Divinópolis o Projeto de Lei CM 183/2022, do líder do governo, vereador Edsom Sousa (Cidadania). O texto prevê alterações no Código de Posturas, obrigando os proprietários de terrenos a cercá-los. O principal destaque fica para lotes com sinais visíveis de abandono e desocupação, como deterioração arquitetônica, falta de cobertura, acúmulo de vegetação e lixo, bem como ausência de ligações de água e energia elétrica ativas. 

Nesse tipo de situação, os responsáveis serão obrigados a demolir o resquício de construção, com exceção dos muros.

— (...) dando a destinação correta aos entulhos, em um prazo máximo de até 90 dias após a notificação do fiscal de posturas, sob pena de multa, sem prejuízo das demais sanções legais — determina a legislação. 

Na justificativa, o líder do governo alerta para o risco de tais imóveis abandonados serem utilizados para práticas ilegais, prejudicando a comunidade local. 

— Assim, estamos obrigando nestes casos na qual constatarem a deterioração arquitetônica da construção que os proprietários concluam com a demolição dos resquícios da construção (exceto o muro), após a notificação pelo fiscal de posturas — ressalta Edsom. 

Ao Agora, citou o exemplo de vários imóveis, inclusive na região central da cidade, sem janelas, portas, água, luz e inabitados. 

— Imóveis que visivelmente estão em total abandono e os donos não se importam. Os vizinhos não podem conviver com isso — justifica.

Parecer

Análise da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara ressalta o caráter inédito da matéria, não tendo sido encontrado propostas semelhantes. No entanto, o parecer é pela ilegalidade.

— (...) a imposição da exigência de demolição da edificação por seu titular não se apresenta como medida razoável ou proporcional quando cotejada com o direito à propriedade — argumenta. 

De acordo com os membros, o poder público dispõe de outros meios, menos graves e mais efetivos, para garantir o cumprimento da função social das propriedades urbanas. 

— (...) de modo que soaria descabida a imposição, em prol do cumprimento da função social da propriedade, do dever de anulação do próprio direito de propriedade. 

Com base em tais argumentos e avaliando contrariedade ao interesse coletivo, a comissão de de Administração Pública, Infraestrutura, Serviços Urbanos e Desenvolvimento Econômico também emitiu parecer pela não aprovação. 

 

 

 

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