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Política

'Lumões' 

'Lumões' 

Encerrada a janela partidária, políticos que ocupam cargos e pré-candidatos já estão de olho em outras datas que fazem parte do calendário eleitoral. A mais importante sem dúvida, são as convenções. Mas, este momento de decisão, só acontece em julho. Enquanto isso, os nomes que já estão definidos para entrar na disputa se movimentam em busca de apoio para que cheguem no mês da decisão fortalecidos. Uma novidade interessante que surgiu nos últimos dias, é o movimento "Lumões". Se trata de prefeitos de diversos municípios mineiros que apoiam o presidente Lula (PT) para a reeleição e também o governador Mateus Simões, mesmo sendo de lados políticos diferentes. Por isso, "Lumões". No mínimo, estranho. Mas, em se tratando de política, esquisito era se tudo fosse certinho. 

Maioria 

Neste cenário, mesmo que diferente, é bom lembrar que o PSD de Simões tem a maioria dos chefes do Executivo no Estado. São 141 dentre os 853 cidades mineiras. Outro ponto a ser detacado é que a legenda está na base Lula e ocupa cadeiras no seu governo, como a de Minas e Energia, que tem à frente, Alexandre Silveira. Apesar de todas as evidências, o presidente do partido em Minas, Cássio Soares, nega que haja um movimento institucional nesse sentido. No entanto, vale ressaltar que Silveira elogiou Simões na última sexta-feira, 10, no Rio de Janeiro. É apoiador fidedígno de Lula, mas até o momento "não falou um a" sobre apoio ao candidato que disputará a cadeira mais importante do Executivo mineiro. Se as atitudes são estranhas, o objetivo da maioria não é nem um pouquinho. 

"Lulécio"

Não é a primeira vez que Minas assiste um movimento duplo na política. Os mineiros viram em 2010, o chamado "Lulécio" ou "Dilmasia", liderado por apoiadores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no país e por Antônio Anastasia (PSDB) no Estado. Isso se deu porque os principais cabos eleitorais de Dilma e do ex-governador de Minas, eram o presidente e Aécio Neves. Pelo visto, 16 anos depois a situação se repete. Naquele época, "deu bom" para os dois que estavam no poder. Neste ano, pelo andar da carruagem e conforme pesquisas, pelo menos um pode tropeçar. 

Será?

O ex-governador Romeu Zema (Novo) postou em sua rede social, uma brincadeira com o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). Na pergunta que é a trend do momento, quer saber se Flávio será seu vice. Mas, não passa disso. Até o momento não há confirmação se os dois se unirão, porém, com Zema de vice, ou outro nome que possa se juntar ao filho do ex-presidente Bolsonaro. Para o governo de Minas, não está diferente. Simões, que aguarda o cumprimento de um acordo para ter um colega de chapa do Novo, por enquanto, nem imagina quem pode ser. Sem falar que sua chapa é da direita tem Ronaldo Caiado do seu partido como pré-candidato à Presidência. E ainda há o outro lado da ala bolsonarista que defende a candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos), que até o momento não está confirmada. Ou seja: total indefinição que pode mudar o cenário de uma hora para outra. 

Briga boa 

Assim como para os governos, PT e PL  polarizam nos nomes para a primeira vaga ao Senado. De um lado, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que lançou a sua pré-candidatura no mês passado, também rodeada de apoiadores. Do outro, Domingo Sávio que tem apoio de Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e outros.  Os dois, apesar de terem cabos eleitorais muito fortes, possuem concorrentes idem, como Carlos Viana e Marcelo Aro. E Minas só tem duas vagas neste ano. Sinal de que a disputa vai ser boa.

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