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Política

Tensão?

Tensão?

A influenciadora Ana Elisa Santos de Divinópolis, que já era conhecida, ficou ainda mais depois de ter sido convidada pelo presidente Lula (PT) para ser pré-candidata a deputada federal, teria criado tensão entre PT e PV na reta final da janela partidária. Pelo menos foi o que publicou O Fator. Ana, que só tem 20 anos, tem base eleitoral em Divinópolis, assim como Lohanna França (PV), também pré-candidata à Câmara. Conforme as informações, houve, inclusive, ameaça de retirada de candidaturas por parte do Partido Verde após a filiação. Líder do partido na Assembleia, o deputado Professor Cleiton teria sido um dos que chegou a ligar para outros parlamentares da federação, que também conta com o PCdoB, para se queixar da questão, segundo fontes. A ideia dos verdes era deixar, na composição, apenas petistas e comunistas para buscar uma cadeira no Legislativo federal. E para isso, os nomes são as pré-candidaturas de Lohanna e do ex-deputado Anderson Adauto. No entanto, parece que a situação foi amenizada e a paz reinou. 

Conhecida 

Ana Elisa tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram e passa de 660 mil no TikTok, onde compartilha conteúdos de conscientização política, sempre alinhados à ideologia progressista. Já Lohanna foi votada por 24 mil eleitores só em Divinópolis. Muito bem votada por ser a sua primeira disputa em nível estadual. A cidade se dividiu entre ela e o Eduardo Azevedo (PL), também muito bem votado. Os dois somaram quase 60% dos votos válidos. No processo deste ano, a expectativa é que os números se repitam. 

Saia justa 

E quando se trata de ano eleitoral, tudo pode acontecer. As intrigas pipocam por todo lado. O senador Alessandro Vieira apresentou nesta terça-feira, 14,  relatório final da CPI do Crime Organizado, incluindo pedidos de indiciamento contra os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade. O documento sustenta que os pedidos têm como base condutas consideradas incompatíveis com as funções exercidas, como possíveis situações de suspeição em julgamentos, indícios de conflitos de interesse e decisões que teriam interferido em investigações. No caso do procurador-geral, o relatório aponta uma possível omissão diante de elementos considerados relevantes. Entre os temas abordados, o texto menciona o caso Banco Master, destacando indícios de irregularidades financeiras e uma eventual conexão com esquemas de lavagem de dinheiro. O relator defende que esse ponto seja alvo de apuração específica. Pode esperar que tem mais. 

Indefinição 

Por falar em eleições, pesquisa mostra que o senador e pré-candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro venceria o presidente Lula (PT) num eventual segundo turno, de acordo com pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira, 14. No levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula acumula 42,6%.  Em outros cenários de segundo turno pesquisados, Lula venceria os ex-governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Foram ouvidas 2 mil pessoas em todo o país, entre os dias 7 e 11 de abril, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Como ainda faltam cinco meses para eleições, esses números podem mudar muito. Aliás, são diferentes a cada publicação. 

A hora chegou

E sempre chega, mais cedo ou mais tarde. Mesmo para aqueles que se julgam poderosos e acima da lei. O ex-delegado federal, Alexandre Ramagem, foi preso nesta segunda-feira, 13, em Orlando, nos Estados Unidos, pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE), conforme confirmado pela PF. Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Jair Bolsonaro, ele deixou o Brasil no fim de 2025 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O ex- policial, que era considerado foragido, nem esquentou a cela, e os parlamentares da oposição articulam uma série de medidas para tentar evitar sua extradição. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto (PL), afirma que o grupo trabalha em quatro frentes para tentar reverter a situação do ex-parlamentar. O asilo político é a principal aposta. Sem mais. 

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