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Economia

Material escolar na cidade continua com preços antigos

Por Portal Agora
Material escolar na cidade continua com preços antigos

Jorge Guimarães

Um aumento do material escolar, em média de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, já era previsto para o início deste ano pela Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). Com destaque para os itens influenciados pelo dólar, como importados e papel. Em alguns casos, a tradicional lista de papelaria não inclui livros, em alguns casos, o que significaria um aumento extra.

O que causou corre-corre entre consumidores foi o fato de alguns órgãos de imprensa darem destaque ontem que na capital dos mineiros o material teve um aumento de 30%, e não de 10%, como previsto anteriormente. Sendo assim, a reportagem do Agora foi às ruas para verificar os preços em tradicionais papelarias da cidade, lembrando sempre que a pesquisa e a pechincha tornam-se essenciais, recomendam especialistas.

Preços

O empresário Vantuir José dos Santos, com duas papelarias na cidade e há 23 anos no ramo, disse que fez as negociações em setembro e outubro do ano passado e suas reposições, este ano, já foram muitas. E nestas, segundo ele, não houve alterações de preços.

— Existe muita especulação em cima dos preços. Eu vou continuar a vender com os mesmo preços que terminei o ano passado e iniciei este. Estou em contato diário com meus fornecedores e eles confiam que não haverá aumento no presente — disse.

Já para a gerente comercial de uma papelaria, Danuza Nogueira, os preços não tiveram aumentos e, em alguns itens, estão em baixa.

— Não houve aumento de preços e até em alguns itens o que ocorreu foi a queda dos valores. Hoje vejo uma nova tomada de consciência do consumidor em relação aos itens a serem adquiridos. Ele está alinhando produtos de melhor qualidade, que têm maior durabilidade, aos preços, que é uma nova realidade do mercado na atualidade — definiu a gerente.

Consumidor

A dona de casa Alice Maria, mãe de duas crianças, não deixa de fazer a tradicional pesquisa antes de comprar o material de seus filhos.

— Eu confiro os preços até em supermercados, daí vou comprando o que está mais barato nos lugares que fiz a pesquisa. Quase nunca compro tudo em um só lugar, vou onde posso ter preço mais baixo. Não tenho preguiça para andar e, assim, o meu bolso agradece — falou Alice.

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