Na brasa

Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda não se decidiu sobre a disputa pelo governo do Estado. A decisão pesa por diversos fatores, como administrar um dos maiores e mais importantes estados do Brasil, sobretudo, com uma dívida "impagável". E o senador tem razão de estar indeciso, pois o Executivo é muito mais pesado do que o Legislativo. "É deixar de jogar pedra, para ser apedrejado". Além do mais, o parlamentar vem fazendo um trabalho diferenciado e reconhecido em todo o país. Será que vale a pena sair das pedras pontiagudas, mas suportáveis, para pisar na brasa? Essas questões poderiam fazê-lo recuar. No entanto, não é isso que o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro quer. Por quê? Confira no próximo tópico.
Vai negar?
Pois bem, o filho de Bolsonaro está em Minas Gerais desde esta segunda-feira, 1°, para trabalhar sua pré-candidatura, receber uma homenagem na Câmara de Belo Horizonte, e principalmente, articular uma chapa para a disputa do governo de Minas. O filho número 1 do presidente afirmou em entrevista à Itatiaia nesta terça-feira, 2, que quer Cleitinho como cabeça de chapa. Ele revelou que trabalha para a construção de uma “frente ampla” da direita em Minas e indicou que o divinopolitano é o nome ideal para entrar na disputa. Na sua visão, trata-se de um político que fala com o coração, e tem um olhar para as pessoas que mais precisam. Além disso, criticou aqueles que dizem que Cleitinho não teria experiência para assumir o Palácio Tiradentes. Depois de rasgados elogios e uma defesa tão consistente, teria o irmão gêmeo de Gleidson, arrojo de negar?
O que pesa?
Apesar de ter muita vontade e estar disposto a fazer a diferença na vida do povo mineiro, sem dúvida, uma questão vem pesando na decisão de Cleitinho: a situação envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Por mais que ele e a maioria dos bolsonaristas não acreditem na má intenção do filho do ex-presidente, a situação pesa. Os motivos são óbvios. Por mais que o dinheiro para o patrocínio do filme não seja público, por ter origem de roubo a centenas de aposentados cometidos pelo banco. Isso coloca uma "pulga atrás da orelha" do senador, crítico ferrenho deste tipo de conduta, por vir de uma família honesta e trabalhadora que sempre lutou muito para sobreviver, sem aceitar qualquer tipo de favor suspeito. E ainda: e se surgirem novas denúncias e provas? Ele não quer de forma nenhuma colocar seu nome em risco. Por isso, certamente, ninguém queria neste momento, "estar na sua pele".
Simões de fora
Como era esperado e agora certo, o PL nacional não vai apoiar Mateus Simões (PSD), candidato de Romeu Zema (Novo) na disputa pela principal cadeira do Executivo de Minas. Caso Cleitinho não aceite entrar na corrida, será outro nome. É uma resposta clara à insistência de Zema na pré-candidatura à Presidência da República. Concorrente direto de Flávio. No entanto, o filho de Bolsonaro disse também na entrevista, que não acredita em uma união de Zema com o ex-governador de Goiás, e Ronaldo Caiado (PSD) no primeiro turno das eleições. A suposta parceria foi ventilada nas últimas semanas, mas parece que vem perdendo força. Porém, uma coisa é certa: ambos afirmam permanecer firmes com as pré-candidaturas. Até quando? Ainda é um mistério.
No 2° turno
E por falar em pré-candidatura, uma nova pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 1°, mostra um cenário diferente. O levantamento mostra que o presidente Lula (PT) empataria com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) num eventual 2º turno, conforme os dados de pesquisa divulgados pelo Instituto Real Time Big Data. Os mesmos números apontam que Lula venceria Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Aécio Neves (PSDB). Na disputa com Flávio, o petista soma 45% das intenções de voto, enquanto o pré-candidato do PL tem 40%. Contra Romeu Zema, Lula tem 43% das intenções de voto, contra 40% do novista. Com Renan Santos, o atual presidente tem 46% das intenções de voto, enquanto o nome pela Missão soma 30%. Já em relação a entre Lula e Aécio Neves, o petista registra 47% das intenções de voto, ante a 23% do mineiro. Ou seja: por enquanto, cenário totalmente indefinido.
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