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Operação do MP apura fraude tributária envolvendo grupo ligado a suplente de Cleitinho

Operação do MP apura fraude tributária envolvendo grupo ligado a suplente de Cleitinho

Da Redação

Administradores do grupo de Alex Coelho Diniz, suplente do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), tiveram empresas investigadas nesta terça-feira, 2, durante a peração “Ambiente 186”, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (Cira-MG). Apesar de Alex não ser alvo direto como publicaram alguns veículos de comuncação, outros executivos do grupo estão sendo investigados por participação em esquema estruturado de fraude tributária e lavagem de dinheiro.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em residências e sedes de empresas. Foram apreendidos celulares, documentos, computadores, equipamentos eletrônicos e veículos de luxo, além do bloqueio judicial de bens no valor de R$ 476 milhões. O esquema envolvia emissão de notas fiscais frias, uso de empresas de fachada e operações financeiras complexas para reduzir o ICMS devido.

Investigação

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os suspeitos criaram empresas de fachada em estados com convênios tributários favoráveis, como Goiás e Espírito Santo, para simular vendas interestaduais. As mercadorias eram registradas como se viessem desses estados, permitindo que o ICMS devido ao Estado de Minas fosse reduzido ou suprimido. Ao mesmo tempo, os valores eram movimentados por meio de contas em nome de terceiros, lavagem de dinheiro e veículos de luxo.

O esquema perdurou mesmo após a operação Megafria, deflagrada em 2023, e beneficiava empresas como WT Ltda. e Grupo HSI, ligadas ao grupo investigado. Segundo promotores, a fraude prejudicava a concorrência e gerava perdas estimadas em mais de R$ 215 milhões, recursos que deveriam ser usados em serviços públicos essenciais.

Organização

As investigações identificaram núcleos distintos na organização: comando, emissão de notas, distribuição de mercadorias, lavagem de dinheiro e controle financeiro. Entre os alvos ligados ao grupo Coelho Diniz estão administradores responsáveis por autorizar pagamentos às noteiras, supervisionar operações e registrar documentos contábeis que davam cobertura ao esquema.

Promotores afirmam que o grupo tinha operações coordenadas, com papéis definidos em cada etapa, garantindo que a fraude tributária se mantivesse ativa por meses, mesmo com a fiscalização do Estado.

Repercussão

Embora Alex Coelho Diniz não seja investigado, o envolvimento de administradores de suas empresas coloca o grupo sob atenção máxima das autoridades. O ex-publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado no caso do Mensalão, também foi alvo da operação.

Em coletiva, promotores destacaram a complexidade da fraude e a necessidade de recuperar os valores desviados, reforçando que a ação protege empresas que atuam dentro da lei e garante recursos para políticas públicas e serviços essenciais.

Próximos passos

A operação segue em andamento. Novos mandados e medidas judiciais podem ser expedidos à medida que as investigações avançam.

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