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Economia

País deve registrar safra recorde de grãos

Por Portal Agora
País deve registrar safra recorde de grãos

Jorge Guimarães 

Como em anos anteriores, diferente dos outros indicadores da economia que acumulam perdas, o setor do agronegócio mais uma vez bate recorde. Mesmo em razão da pandemia de covid 19, a safra nacional de grãos deve bater novo recorde e chegar a 247 milhões de toneladas em 2020, segundo a estimativa de abril do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso corresponde a um aumento de 0,8% em relação à previsão de março e de 2,3% na comparação com a colheita de 2019, uma diferença de 5,5 milhões de toneladas. Os destaques mais uma vez são a soja que cresceu 6,7% e o arroz com 3,5%, feijão 3,3% e milho 1,8%. 

Preços

Mesmo com a safra recorde como foi no ano passado, o que se vê nas gôndolas dos supermercados são os preções em constantes elevações, como no caso da dupla mais famosa do Brasil, o arroz e o feijão. Em uma loja de rede de supermercado, o quilo do feijão carioquinha, o mais usado na culinária brasileira, era vendido com preços variando entre R$ 5,50 a R$ 7,25, dependendo da marca e qualidade. No último fim de semana, o feijão preto chegou a ser vendido a R$ 10. Já o saco de cinco quilos do arroz agulhinha, era encontrado a partir de R$ 13,98 a R$ 19,50, também conforme a marca e o tipo. Há cerca de dois meses, mais caro custava cerca de R$ 16.

— Com a pandemia do coronavírus, houve uma correria aos supermercados bem no início da disseminação, o que deve ter gerado o aumento dos preços. Agora só compro, nas promoções e mesmo assim fazendo muita pesquisa — disse a dona de casa Dejanira Laredo.   

Amis 

Preocupada com esta situação, de que alguns itens, sendo muito deles de primeira necessidade estão com preços bem elevados, a Associação Mineira de Supermercados (Amis) divulgou carta aberta aos consumidores em que manifesta sua preocupação em relação à pressão de fornecedores nos últimos meses por aumento de preços de alguns produtos vendidos nos supermercados. Os itens citados na “Carta” são queijo, leite, ovos, feijão, óleo, arroz e alho.

Ainda na carta, a entidade destaca que os supermercados estão tentando exaustivamente negociar com seus fornecedores, mantendo a margem de comercialização, buscando evitar que os preços desses produtos sofram reajustes. 

Colaboração

A entidade ainda pede a colaboração dos consumidores para que evitem a formação de estoques domésticos.  Uma demanda excessiva prejudica a negociação dos supermercados com os fornecedores por preços estáveis. E recomenda também a substituição de itens de sua rotina de compras, quando possível, e aquisição de marcas alternativas.

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