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Política

Palhaçada 

Palhaçada 

Foi exatamente isso que virou esse "acusa de lá, responde de cá", sobre o Hospital Regional. Um lado diz que não tem participação do governo federal. Seus apoiadores rebatem com seus argumentos. Uma palhaçada descabida essa disputa de direita e esquerda que não leva ninguém a lugar nenhum. Ninguém quer saber quem é o "pai", o que realmente importa é que a unidade de saúde, enfim, será aberta. Esse é fato relevante para a população de Divinópolis e da macrorregião de Saúde, que depende do atendimento público. Pode ter certeza que estas pessoas não possuem planos privados que garantem aos envolvidos no debate os melhores especialistas em cada área. Lacrar nas redes sociais em ano eleitoral não traz benefício nenhum para a ou b. Chega desse hospital ser usado como palanque político. Isso foi feito por mais de uma década e quem sofreu com isso foram os cidadãos mais carentes que "tiram da boca" para bancar os altos salários de seus representantes. Isso já extrapolou todos os limites. Pronto, falei!

A razão?

Não está com ninguém. Porque a partir do momento que os assuntos saem do campo das discussões e vão para os ataques, absolutamente todos perdem o mínimo de razão que tinham. Agora, participação de fato na conquista, as três esferas do Executivo tem, e isso é preciso aceitar. Reconhecer o mérito do outro significa humildade. Quem assim não procede, me desculpe, mas nada mais é do que arrogância. Falando que realmente interessa que é a verdade, o terreno foi mérito da Prefeitura de Divinópolis na gestão de Vladimir Azevedo, que entendeu a necessidade urgente do hospital. Teve o apoio importante do deputado Domingos Sávio que até chegou a destinar recursos. Depois disso, por má vontade e o "nem aí", em especial do ex-governador Fernando Pimentel, a obra ficou parada por muitos anos. A retomada ocorreu após inúmeras cobranças do prefeito Gleidson Azevedo, do próprio Domingos Sávio, do deputado Eduardo Azevedo, com participação também da deputada Lohanna França, peça chave na doação do terreno. Neste processo, o governo de Romeu Zema terminou e entregou o prédio com recursos oriundos da tragédia de Brumadinho. Por fim, entra a articulação de Gleide Andrade, com participação mais uma vez de Gleidson e apoio do vereador Vitor Costa. Resultado: a participação imprescindível do governo federal na aquisição dos equipamentos e contratação de pessoal, sob responsabilidade da Ebserh, agora HU e UFSJ, que vai gerir a unidade de saúde. Simples assim!

Pedra

As informações e explicações dadas acima não foram tiradas de qualquer lugar ou feitas com o que veio na cabeça. Muito pelo contrário. Acompanho a história deste hospital, desde o lançamento da sua pedra fundamental, lá por volta de 2012. De lá para cá, o prédio serviu de palanque político para muita gente, e ajudou a eleger alguns. E olha que nesta época, era tudo no "gogó", nas rádios e nos jornais impressos. Após 2017 que a internet começou a ganhar proporções inimagináveis, aí que a coisa desandou. Foram vídeos  e mais vídeos, indo da poeira e tijolos jogados, a pulos e piruetas. Quem esteve lá, sabe muito bem do que este PB está falando. Por isso, se alguém se sentir excluído das citações ou achar que tem algo errado nas informações, fique à vontade para se manifestar. Porém, o que precisa agora é todos, independente de ideologia partidária, unir forças para que o hospital funcione como precisa de agora para frente. E todos celebrarem juntos, por que, não? Afinal, foram muitos anos de espera. Ademais, não são apenas simpatizantes da direita ou da esquerda que serão beneficiados, é todo mundo. Na hora de salvar uma vida, o médico não pode perguntar se o paciente vota em Lula ou Bolsonaro, precisa apenas cumprir com sua obrigação e juramento. 

E daí?

A guerra declarada, infelizmente, não se resume entre os políticos da direita e esquerda. Seus seguidores fidedignos, fazem o mesmo. Bastou sair a publicação de que o presidente Lula vem para a inauguração, para a batalha ser travada nas redes sociais. E daí, se ele vem? Isso não importa, quando o assunto é o bem da população. Os xingamentos e as palavras usadas nos ataques são assustadores. A verdade é que a polarização em todo país adoeceu muita gente, fazendo com que não enxerguem um palmo à sua frente, mesmo quando se trata de verdades que beneficiam o povo. Só de um lado? De jeito nenhum. Com o anúncio da possível vinda do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro à cidade, não foi diferente. Poucos minutos e os ataques começaram. O que há de errado nisso? O filho do ex-presidente tem muitos apoiadores por aqui, incluindo os irmãos Azevedo. É mais do que normal ele vir participar de atos no maior município da região, e está tudo certo. É assim que precisa funcionar. Onde está a democracia que muitos apregoam? O se precisa entender que uma vez por todas é a  necessidade de um debate político sadio, não incentivo de ambos os lados da hegemonia política. Isso nunca foi e nem será democrático e sadio. 

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