Partido histórico em Divinópolis, PSDB está em processo de fusão

Da Redação
Era 25 de junho de 1988 quando o Partido da Social Democracia Brasileira era fundado, mesmo ano da promulgação da Constituição Federal. O partido, um dos mais tradicionais do Brasil, caminha para a fusão. Dentre os parceiros cotados, o PSD e o MDB. Com a união, 13 parlamentares tucanos eleitos seriam incorporados, transformando-se na terceira maior bancada da Câmara dos Deputados, além do acréscimo do fundo partidário. A definição deve acontecer em março.
Tanto PSD quanto o MDB têm 42 representantes eleitos cada. Atualmente, o PSDB está federado junto ao Cidadania. No entanto, conforme informações de bastidores em Brasília, os partidos enfrentam divergências internas e devem extinguir a federação. As federações precisam ficar unidas até abril de 2026, período em que podem desfazer as alianças para o próximo pleito.
Presidentes nacionais
A informação foi confirmada em dezembro do ano passado pelo presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, em entrevista ao jornal O Globo.
— O sentimento predominante do partido é de não continuarmos federados. Apesar da boa relação que temos com o PSDB, a experiência não foi boa. Faltou um amadurecimento maior do processo.
Após oito anos na presidência e tantos outros elegendo governadores, principalmente em São Paulo, o presidente do PSDB, Marconi Perillo, vê o partido perder seu antigo protagonismo na política.
— Há uma corrente que quer que o PSDB continue e outros defendem a incorporação ou fusão a um partido maior — afirmou ao Estadão.
Divinópolis
O partido também perdeu força em Divinópolis. Na última eleição, a federação elegeu apenas um candidato, Josafá, presidente municipal do Cidadania. A sigla, tradicionalmente, sempre ocupou a Câmara com, no mínimo, dois representantes.
2001-2004: Eliana Piola, Marcos Vinicios, Vinilson Rocha e Vladimir Azevedo;
2005-2008: Adilson Quadros e Vladmir Azevedo;
2009-2012: Beto Machado e Rodyson do Zé Milton;
2013-2016: Adilson Quadros e Rodyson do Zé Milton;
2017-2020: César Tarzan, Eduardo Print Júnior e Renato Ferreira;
2021-2024: Ademir Silva e Eduardo Print Júnior.
Ao fim das eleições municipais do ano passado, o Agora conversou com a presidente municipal do partido, Eliana Piola, que expressou tranquilidade quanto ao futuro da sigla. Segundo ela, o partido voltará a disputar cargos em Divinópolis e região em 2028. No ano passado, a sigla teve, ainda, o então vereador Ademir Silva candidato a vice-prefeito na chapa de Laiz Soares (PSD).
Federações
O Brasil tem três federações partidárias, todas formadas em 2022:
- PT, PCdoB e PV;
- PSDB e Cidadania;
- Psol e Rede.
Em Divinópolis, apenas a primeira obteve sucesso, tendo eleito três vereadores (dois do PV, um do PT) e se tornando a maior bancada da Câmara. No entanto, ela também pode estar próxima do fim.
No cenário nacional, o PV avalia que a rejeição do PT levou à redução do desempenho nas eleições municipais. Em quatro anos, o Partido Verde saiu de 47 prefeitura para 14. Em Belo Horizonte, por exemplo, lideranças do PV manifestaram apoio à reeleição de Fuad Noman (PSD), enquanto os petistas lançaram a candidatura de Rogério Correia (PT).
Matéria do O Globo, publicada em novembro do ano passado, inclusive cita Minas Gerais como um dos pilares da insatisfação, especialmente na região Centro-Oeste, “onde integrantes do PV foram preteridos na formação de chapas e os petistas escolhidos obtiveram cerca de 1% dos votos”, aponta a reportagem. Apesar da baixa votação em outros locais, o PT voltou a ter um representante eleito em Divinópolis após 12 anos.
Segundo informações, o PDT tem mantido conversas tanto com o PT quanto com o PV, avaliando uma possível nova federação.
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