Postos já aumentaram os preços dos combustíveis

Por Jorge Guimarães
Proprietários de veículos que abasteceram durante a semana, com o preço da gasolina, em sua maioria abaixo dos R$ 5,00, tiveram uma não grata surpresa a partir desta quinta-feira. É que há dois dias antes da volta dos impostos federais PIS/Cofins, postos da cidade já aumentaram o preço da gasolina e do etanol. A expectativa era que o preço dos combustíveis subisse R$ 0,22 somente a partir de sábado, 1º, mas postos de gasolina já estão vendendo gasolina e diesel mais caros. E o que é de se alarmar, o aumento não ficou somente na casa dos R$ 0,22, os preços, segundo levantamento da reportagem tiveram aumentos entre R$ 0,30 e R$ 0,45. No inicio desta semana mesmo, quando da publicação de uma reportagem sobre o aumento do próximo sábado, posto de gasolina que até ontem vendia a gasolina a R$ 5,09, na data de hoje ela já foi comercializada a R$ 5,49.
A reportagem entrou em contato com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro) para saber o porquê dos aumentos registrados nesta quinta-feira. E em nota da assessoria do sindicato o mesmo se posiciona sobre os aumentos.
Nota
"Os tributos federais, com impacto previsto de R$ 0,34 na gasolina e R$ 0,22 no etanol, voltam a incidir no preço combustíveis no dia de hoje. Desde a semana passada, o Minaspetro vem alertando, com base nos relatos recebidos, que as distribuidoras estão realizando cortes nos pedidos dos revendedores e antecipando os valores da volta dos tributos. A prática comercial das grandes companhias, infelizmente, virou recorrente em vésperas de reajuste da Petrobras e mudança de regramento tributário, o que tem gerado risco de desabastecimento nos postos, principalmente para os Marca Própria (Bandeira Branca).
A despeito do mercado de combustíveis ser livre tanto na distribuição quanto no varejo, é preciso destacar que o que os revendedores têm percebido no primeiro dia de incidência total dos impostos federais é que os repasses de venda das distribuidoras para os postos têm sido além do que o previsto. Analisando a “Pesquisa Semanal de Preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP)” das últimas cinco semanas, disponibilizado no site da Agência, fica claro que os postos mineiros têm mantido a média histórica de suas margens de lucro, consequência de alta competitividade no varejo, com 4.500 postos disputando o cliente na ponta, o que não acontece na distribuição, um mercado totalmente concentrado.
A sociedade tem entendido a cada dia que passa que o preço final dos combustíveis depende de uma cadeia complexa e que não há justificativa técnica para culpar os postos pelos recentes reajustes."
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