Pra comemorar

Não há o que contestar. O Hospital Regional, finalmente, terá suas portas abertas para assistir centenas de moradores de Divinópolis e a macrorregião Oeste. E antes que alguém diga: ah, mais depois de 20, 10, 15 anos, e daí? Agora, o que importa é que o atendimento público se torna realidade e vai desafogar o caos na saúde, em especial por falta de vagas para internação. É hora de juntar forças, como fizeram o prefeito Gleidson Azevedo (Novo), e um dos principais nomes do PT, em Minas Gerais, Gleide Andrade. Agradecer e bola para frente. E vale um ditado: “Antes tarde do que nunca”! Bora seguir?
De ‘tirar o chapéu’
A parceria entre Gleidson & Gleide. Até os nomes combinam, e por que não dizer que é uma dupla de sucesso? Ele? Deixou o partidarismo e essa divisão doente de direita e esquerda, e teve humildade para pedir ajuda. Ela? Não mediu esforços para usar seu conhecimento e influência nos corredores de Brasília para socorrer Divinópolis, cidade a qual considera como sua, e agilizar o processo para, finalmente, fazer o que precisava ser feito para entregar o hospital. Como diria nossa querida Adriana Ferreira: aplausos de pé.
Com o presidente
Para fechar com “chave de ouro”, só falta a confirmação do presidente Lula (PT) na inauguração da unidade de saúde. Gleide disse ao Agora há cerca de um ano, que sua vinda é dada como certa, após mais de uma década. E para quem não se lembra, tem muito tempo, mas a visita ficou marcada na história de Divinópolis. Foi quando, Lula em seu segundo mandato como chefe do Executivo nacional, prometeu ao então prefeito Demetrius Pereira a universidade federal e cumpriu cada etapa. Hoje, a UFSJ – campus Dona Lindu, homenagem à mãe do petista, que é referência nacional, é a mesma que irá gerir o hospital. Por este e outros motivos, tenha certeza que Gleidson será um perfeito anfitrião, apesar de caminhar politicamente em lado diferente.
Em Brasília
A boa notícia sobre a abertura do hospital veio nesta segunda-feira, após uma mobilização de prefeitos, Cirsurg-Oeste, Cisvi, e outras lideranças, como o vereador Vitor Costa (PT). Tudo articulado com o Ministério da Educação (MEC), por Gleide Andrade. A abertura para organização, já com a presença de funcionários é dia 1º de junho, uma data especial: aniversário de Divinópolis. Já o funcionamento na primeira etapa – são quatro no total, está previsto para entre 15 e 27 também de junho. Serão 198 leitos com a atuação de 1.096 trabalhadores, quando estiver em plena atividade. Como falaria o vereador Josafá Anderson (CDN): Ô glória!
As fases
O plano de implantação elaborado pela UFSJ está dividido em quatro etapas progressivas, garantindo, segundo a universidade, segurança operacional e qualidade assistencial desde o primeiro dia de funcionamento. Na primeira, serão 41 leitos e 196 trabalhadores, 29 leitos clínicos, 12 de decisão clínica, o ambulatório, a Central de Material e Esterilização (CME), além da instalação dos primeiros equipamentos e adequações de projeto. Esta fase se dará de junho a agosto deste ano. As outras estão detalhadas em reportagem na página 3 desta edição. Esta, no entanto, é o primeiro e mais importante passo para o pleno funcionamento. O SUS, enfim, terá em Divinópolis, um hospital para chamar de seu. A população carente por este serviço, agradece.
Um só objetivo
Dar a população que precisa da saúde pública, um tratamento digno. Pode até não parecer, mas ela paga de impostos, muito mais do que se tivesse o privilégio de um plano de saúde. O problema é que, ao contrário da saúde suplementar, costuma não ter nenhum retorno, em especial, quando precisa de consultas, cirurgias e internações. Quantas pessoas são transferidas para cidades longe de casa, como este atual modelo de regulação em Minas Gerais? Isso, quando consegue vaga. Muitas morrem a caminho, ou antes mesmo de pegar a estrada. Outras, na porta das unidades, antes de serem atendidas. Quantas estão na fila à espera de uma cirurgia ou um exame? Estamos falando de dignidade humana. A chegada deste hospital tão desejado há anos, promete, pelo menos amenizar esta situação. Foi para mudar esta realidade que a força-tarefa formada por políticos de esquerda, centro e direita foi buscar. E é isso que precisa ser levado em conta e valorizado.
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