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Política

Prefeitura se manifesta sobre impasse que pode terminar em greve do transporte público

Prefeitura se manifesta sobre impasse que pode terminar em greve do transporte público

Os motoristas do transporte público de Divinópolis estão insatisfeitos com suas atuais condições salariais. A duas semanas da data-base do reajuste, em 1° de março, a categoria vive um impasse junto ao Consórcio TransOeste, o que pode resultar em paralisação. Em nota enviada à imprensa na manhã desta quinta-feira, 13, a Secretaria Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana (Settrans) afirmou que “acompanha de perto as negociações coletivas do transporte público”, mesmo sendo uma relação entre o consórcio e os trabalhadores.  

A pasta reforçou, ainda, que no subsídio de R$ 11 milhões concedido pela Prefeitura devido ao não reajuste da tarifa, R$ 620 mil serão pagos em março “justamente para viabilizar o reajuste salarial dos motoristas e demais colaboradores da concessionária, conforme o índice previsto”.

— Os trabalhadores do setor reivindicam um aumento salarial para R$ 4.000,00, o que representa um reajuste de aproximadamente 56,86%. A Prefeitura mantém diálogo aberto com todas as partes envolvidas e reforça a importância de um consenso que garanta tanto a valorização dos trabalhadores quanto a sustentabilidade do serviço de transporte coletivo na cidade — afirma a Settrans. 

A categoria negocia com o consórcio desde dezembro do ano passado, porém o diálogo não tem avançado. De um lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos (Sintrodiv) cita a defasagem salarial, alegando que apenas o reajuste com base na inflação não é suficiente. Do outro, a TransOeste relembra os cinco anos sem reajustes no valor da passagem, com o subsídio atual não sendo suficiente para cobrir os custos operacionais. 

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