Senadores se opõem a volta dos extintores de incêndio em carros

Da Redação
O Senado já pode votar o projeto que retoma a obrigatoriedade de extintores de incêndio em veículos. A medida está suspensa desde 2015, quando o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) revogou a decisão. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Cleitinho (Republicanos) se manifestou contrário à proposta. No site da Câmara, 5.992 cidadãos se manifestaram favoráveis, enquanto outros 2.079 expressaram contrariedade à obrigatoriedade.
Caso o projeto seja aprovado sem alterações, será enviado para sanção presidencial. Se houver modificações, retornará à Câmara para nova votação.
Barrar
Segundo o senador Eduardo Girão (Novo-CE), o extintor custa, em média, R$ 100. Multiplicados por 120 milhões de veículos, a arrecadação totalizaria R$ 12 bilhões.
— Quem tá ganhando com isso? — questiona Cleitinho.
A reflexão foi acrescentada por Girão, que questiona a capacidade dos motoristas, sem qualquer tipo de treinamento, de manejar o equipamento. Outro ponto é a necessidade de substituir o extintor devido aos prazos de validade.
Ao fim da publicação, Cleitinho diz estar empenhado em barrar a votação do projeto, tendo inclusive apresentado um requerimento nesse sentido.
Revogado
A obrigatoriedade do extintor de incêndio em veículos de passeio, que vigorou por 45 anos, terminou em 2015 por decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A alegação era da evolução tecnológica dos sistemas de seguranças dos carros. A medida, no entanto, segue válida para caminhões, veículos de transporte de produtos inflamáveis e veículos de transporte coletivo.
Com isso, o deputado federal Moses Rodrigues (MDB/CE) apresentou o projeto para retomar a obrigatoriedade. Além disso, se o item voltar a ser obrigatório, o Contran deverá regulamentar a situação dos veículos que saíram de fábrica sem o extintor, entre os anos de 2015 e 2025. Muitos modelos não têm sequer o local ou o suporte para instalar o extintor, destaca Marco Fabrício Vieira, integrante do Conselho Estadual de Trânsito de São Paulo do (Cetran-SP) e membro da Câmara Temática de Esforço Legal do Contran.
— Lamentavelmente, os Bombeiros não têm estrutura para assegurar as vítimas com a devida celeridade, e faz diferença um instrumento como esse nos carros, já que os fabricantes não são obrigados a incluir o extintor quando da produção dos veículos. É uma questão de garantir segurança — argumenta.
No entanto, o texto já recebeu críticas durante a tramitação nas comissões. Para os senadores contrários, o cidadão deve abandonar o veículo em casa de incêndio e aguardar o Corpo de Bombeiros. Um deles é Flávio Bolsonaro (PL).
— Tendo sempre a me posicionar para que algo desse tipo seja facultativo, ao invés de impositivo, por consciência minha como cidadão. Não me oporei à aprovação da matéria aqui [na CTFC], mas devo apresentar emenda no Plenário — disse.
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