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Política

Presidente do sindicato dos motoristas de ônibus vê paralisação como inevitável

Presidente do sindicato dos motoristas de ônibus vê paralisação como inevitável

Matheus Augusto

Empresários do setor de transporte e a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttrodiv) voltaram a se reunir na segunda-feira. A única definição é um novo encontro, no dia 22 deste mês, solicitado pela classe patronal para a apresentação de uma proposta concreta aos motoristas. Para o presidente da categoria, Erivaldo Adami, a paralisação é “quase inevitável”.

Demandas

O sindicato defende um reajuste salarial de 13,86%. O valor é a soma da inflação de 3,86% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada nos últimos 12 meses, com 10% de defasagem salarial. 

— Nosso pedido é de 13,86% haja vista a defasagem em que o salário do motorista se encontra — justifica. 

Na avaliação do presidente, a sinalização até o momento é de apenas 3,86%. 

— Acredito que será quase inevitável uma paralisação pela diferença entre o que nós estamos pedindo e o que eles pretendem oferecer, pelo que a gente percebe — ressalta. 

Ainda segundo Adami, um acordo poderia ser alcançado com uma proposta entre 9% a 10%, mas não há otimismo quanto a essa possibilidade. 

— Eu acho que isso está muito longe de chegar — avalia. 

A categoria também reivindica outras questões, como horas extras, aumento no vale-alimentação e outras. 

— E a redução da jornada. Hoje, o STF determina que, entre uma jornada e outra, o profissional tem que ter um intervalo de 11 horas de descanso — aponta.

Consórcio 

Conforme havia informado anteriormente  ao Agora, o Consórcio TransOeste encara com “preocupação” o cenário do transporte coletivo na cidade. 

— Entramos no quinto ano sem reajuste das tarifas. Qualquer empresa e trabalhador sabem a insustentabilidade de manter uma prestação de serviços com qualidade sem recomposição inflacionária — explicou. 

Sobre as negociações trabalhistas, reconheceu a importância das demandas dos profissionais, porém mencionou os entraves descritos acima. 

— Os trabalhadores precisam de reajuste, mas precisamos da compreensão de todos sobre as dificuldades enfrentadas pelas empresas — conclui.

(Foto: Divulgação

Legenda/ 

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