Republicanos e Novo são as maiores bancadas da Câmara

Matheus Augusto
Após semanas de articulação, os vereadores definiram seus futuros. Com o encerramento da janela partidária na última sexta-feira, apenas quatro parlamentares não trocaram de sigla. Dentre as principais mudanças, o Republicanos aumentou sua bancada de três para quatro vereadores. O Novo, até então sem representantes, agora tem dois. E o MDB perdeu seus dois edis e não deve formar chapa para a disputa eleitoral deste ano.
Confira como ficaram as bancadas da Câmara:
Republicanos: Anderson da Academia, César Tarzan, Piriquito Beleza e Wesley Jarbas;
Novo: Breno Jr e Ney Burguer;
PSDB: Ademir Silva;
Agir: Hilton de Aguiar;
Avante: Ana Paula do Quintino;
PDT: Lauro Capitão América;
PSD: Edson Sousa;
PRD: Flávio Marra;
Progressistas: Israel da Farmácia;
Cidadania: Josafá;
PV: Rodyson do Zé Milton;
União Brasil: Roger Viegas;
PL: Zé Braz.
Todos são pré-candidatos a vereador, com exceção de Ademir Silva, que espera integrar uma chapa para concorrer à Prefeitura.
Rumo à Paraná
Divinópolis teve, em 2020, nove candidatos a prefeito: Fabiano Tolentino, Galileu Machado, Gleidson Azevedo, Iris Moreira, Laiz Soares, Maria Helena, Marquinho Clementino, Sargento Elton e Will Bueno. Neste ano, o cenário deve ser diferente, com os partidos optando por lançar chapas apenas para as cadeiras do Legislativo.
Presidente municipal do PV, o vereador Rodyson do Zé Milton deve ser um dos 18 candidatos que a sigla lançará para a Câmara junto com a chapa PCdoB e PT. Para prefeito, a articulação mais forte é pelo apoio à pré-candidata a prefeita, Laiz Soares (PSD).
Já o Novo, além de crescer no Legislativo, deve disputar a reeleição a prefeito com Gleidson Azevedo.
O PL, conforme informou anteriormente o Agora, avalia potenciais nomes ao Executivo municipal. Um eventual apoio ao atual prefeito, porém, não seria surpresa, dada a boa relação entre Gleidson e presidente estadual da sigla, o deputado federal Domingos Sávio. O Partido Liberal tem na presidência em Divinópolis, Cherie Mourão, esposa do deputado.
Presença constante nas eleições municipais, o MDB está fora da disputa deste ano. Sem vereadores, a sigla que perdeu o ex-prefeito Galileu Machado também não deve brigar pela cadeira no Executivo.
O União Brasil, presidido localmente pelo advogado Eduardo Augusto, ainda avalia o cenário político antes de definir a possibilidade de lançar uma candidatura própria à Prefeitura.
Quem está à frente do Avante em Divinópolis é a vice-prefeita Janete Aparecida, que deve tentar a reeleição ao cargo ao lado de Gleidson.
Já o Agir é comandado localmente pelo assessor especial de gabinete do prefeito, Fernando Henrique.
Com a maior bancada da Câmara, o Republicanos focará seus esforços no Legislativo e não lançará candidatura própria ao Executivo. Segundo o presidente da sigla na cidade, Marquinho Clementino, o partido fará parte da base de apoio do atual prefeito.
O Cidadania é outro que não participará da corrida eleitoral para prefeito. Segundo o presidente local, Josafá, será lançada chapa apenas para vereador.
— O Cidadania tem essa tradição, todavia não vamos lançar candidatura própria a prefeito nem indicar vice — informou.
Segundo ele, o partido chegou a receber convite para indicar vice, porém optou por se manter fora do páreo.
Outras duas peças importantes para definir o cenário podem ser o vereador Ademir Silva (PSDB) e Galileu Machado (PRD). Ambos esperam integrar uma chapa a prefeito, porém como vice.
O PSDB, inclusive, estuda a possibilidade de lançar uma candidatura própria.
Próximos passos
A partir de 15 de maio, os pré-candidatos podem iniciar as campanhas de arrecadação, conhecidas como vaquinhas, respeitando a legislação vigente, sem pedir votos.
Os partidos têm, de 20 de julho a 5 de agosto, para realizar as convenções partidárias, com a definição dos candidatos a vereador, prefeito e vice. Os nomes devem ser registrados na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Já no dia 16 de agosto inicia-se o período de propaganda eleitoral
— Até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa — alerta o TSE.
Sistema proporcional
Para vereador, as vagas são destinadas aos partidos e às federações, não aos candidatos, por meio do sistema proporcional.
— Na eleição proporcional, quando for votar na urna eletrônica, o eleitor pode registrar voto de legenda – isto é, no partido ou na federação, digitando somente os dois primeiros números da agremiação – ou voto nominal – ou seja, diretamente para uma candidata ou candidato. No caso de votação para vereador, como a deste ano, o voto nominal tem cinco dígitos — comunica.
Após a votação, é realizado o cálculo eleitoral para definir o quociente partidário e quais siglas têm direito a ocupar vagas na Câmara.
O quociente eleitoral é definido pela divisão entre o número de votos válidos para o cargo pelo número de vagas a serem preenchidas (no caso de Divinópolis, 17).
Já o quociente partidário é o resultado da divisão entre o número de votos válidos do partido/federação e o quociente eleitoral.
— A partir dos cálculos, o partido ou federação verifica os candidatos mais votados nominalmente. Serão eleitos somente aqueles que obtiverem votos em número igual ou superior a 10% do QE. Esses são os eleitos que vão ocupar as cadeiras a que o respectivo partido ou federação tem direito — detalha.
Título
O prazo para regularizar o título de eleitor termina em 8 de maio.
— As pessoas que ainda não têm o título de eleitor e desejam participar das eleições deste ano devem requerer o documento diretamente no cartório eleitoral mais próximo, inclusive para a coleta da biometria — informa.
O voto é obrigatório para quem tem mais de 18 anos e facultativo para as pessoas analfabetas, os maiores de 70 e os jovens de 16 e 17 anos.
Quem já possui título de eleitor, mas ainda não tem o cadastro biométrico pode votar normalmente. No entanto, a recomendação é realizar o cadastro para maior segurança.
O primeiro turno das eleições acontece no dia 6 de outubro.
Foto: Divulgação/CMD
Partido de Wesley Jarbas, Republicanos é maioria
na Câmara, mas não terá chapa a prefeito
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