Programa Escola Cívico-Militar

Eduardo Augusto Silva Teixeira
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) instaurou em todo estado a consulta à comunidade escolar quanto ao interesse das unidades aderirem ao Programa das Escolas Cívico-Militares.
A manifestação das unidades tem prazo marcado, ou seja, até 18 de julho a Secretaria deverá receber as respostas sobre o interesse ou não à adesão ao Programa.
Com isso, instalaram-se discussões populares em todas cidades de Minas Gerais, seja internamente nas escolas, seja no âmbito social, como nas Câmaras Municipais com as conhecidas audiências públicas.
Em Divinópolis não foi diferente, no último dia 08, o plenário da Casa do Povo recebeu centenas de cidadãos para saber mais um pouco sobre o tema e discutir as possibilidades do Programa para as escolas do Município.
A intenção do Estado de Minas Gerais é implantar o novo programa educacional para 700 escolas, só em Belo Horizonte serão 95 escolas beneficiadas.
Em Divinópolis foram escolhidas 13 escolas para essa consulta, sendo: EE Lauro Epifânio, EE Dona Antônia Valadares, EE Joaquim Nabuco, EE Antônio Belarmino Gomes, EE Miguel Couto, EE Engenheiro Pedro Magalhães, EE Manoel Correa Filho, EE Santo Tomaz de Aquino, EE Monsenhor Domingos, EE Henrique Galvão, EE Antônio Gonçalves de Matos, EE Padre Matias Lobato, EE São Francisco de Assis.
O Estado já tem o Programa em andamento em 09 unidades, que segundo consta já apresentam impactos positivos no clima escolar, no engajamento estudantil, na socialização familiar e de toda sociedade.
Sabemos que os profissionais de ensino vivem um dilema escolar no tocante a disciplina e segurança dentro da escola, diariamente, tem-se revelado casos absurdos de insegurança e violência escolar, um caos instalado.
A crescente insegurança e os riscos a todos envolvidos nas unidades escolares atraem medidas de prevenção e combate pelo Estado, que vê com esse Programa Educacional uma forma de gerar maior sentimento de segurança e interatividade a todos os envolvidos.
Entendemos que cabe aos professores e a direção escolar cuidar da melhor educação aos alunos, mas, quem cuidará da segurança de nossos profissionais?
Esse projeto vem somar a Segurança Pública e proporcionar um ambiente capaz de gerar um ambiente seguro a todos, alunos e professores, disso ninguém pode contestar.
Infelizmente as escolas, estaduais e municipais estão sendo usadas pelo crime para uso e venda de drogas, para os mais variados crimes, manipulando a parte hipossuficiente, que são as crianças e adolescentes.
E diante desse cenário tenebroso das escolas entendemos que a medida vem tarde, mas, como aquele ditado, “antes tarde do que nunca”, devemos receber com coração aberto como uma medida positiva.
Ninguém contesta que o Estado vem perdendo terreno para o “Crime Organizado”, por isso, importante que o Ente Estadual volte a ocupar seus espaços como as escolas, o que os municípios deveriam fazer, onde tem a Guarda Municipal.
Acredito que devemos ter a interação dos órgãos de segurança com os grupos escolares, para juntos buscarmos o melhor caminho para a educação em Minas Gerais.
Não há educação, sem vida. Para que os alunos sejam educados pelos profissionais da educação, todos têm que sobreviver, viver seguros em meio de tanta violência.
Vejam que não falamos nada ainda sobre os outros benefícios que esse programa pode proporcionar às crianças e aos jovens, como um clima mais saudável, melhor engajamento estudantil, efetiva socialização familiar, prestígio à ética, à moral, ao civismo, etc.
Somos favoráveis, e vemos positivo a implantação do Programa das Escolas Cívico-Militares, melhorias que somente o tempo dirá para a população.
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