Carregando clima…
Política

‘Quiprocó’

‘Quiprocó’

Foi mais ou menos isso que aconteceu na reunião da Câmara, entre Josafá Anderson (CDN) e o presidente da Casa, Israel da Farmácia (PP), quando o vereador do Cidadania foi reclamar a respeito da falta de diálogo, envolvendo o projeto de Monitoramento de Glicose, retirado da pauta, nesta terça-feira, 28. Josafá desabafou afirmando que a proposta está em tramitação desde fevereiro e que é apenas autorizativa. Por sua vez, Israel ressaltou que o gasto da proposta, quase R$ 12 milhões por ano, geraria uma falsa esperança na população. Só faltou o dr. Delano (PL), que também é autor da proposição para entrar no bate-boca, e com conhecimento de causa. É médico, atende na saúde pública e conhece a real situação de quem precisa do SUS. Mas, estava em um compromisso na delegacia da Polícia Civil, onde palestrou sobre o “Outubro Rosa”. Além disso, o presidente da Casa praticamente entregou o motivo da proposta sair da pauta.

Mais diálogo

Ainda no meio da discussão acalorada, Israel sugeriu a Josafá que converse mais com o Executivo para definir de onde virá o recurso para contemplar a demanda, acrescentando que o sensor não é ofertado pelos governos do Estado, nem o federal. Arrematou dizendo disse não tirou o projeto por maldade, mas para que não seja mais um de gaveta, e que Josafá sabia desde a manhã de terça que a preposição sairia da pauta. Se é isso tudo mesmo, para quê entrou na Ordem do Dia? E mais: deixaram os pais e mães de crianças com a diabetes acompanhar a reunião atoa? “Neste angu tem  caroço”!

‘Mães Pâncreas’

Muita gente perguntando o que este nome tem a ver com o projeto sobre o sensor. Trata-se de mobilização pela aprovação de leis em todo o Estado em prol da causa, ou seja: aprovação de projetos que possibilitem a aquisição do medidor da glicose para seus filhos.  O termo refere-se às mães que assumem o papel vital de substituir o pâncreas dos seus filhos com DM1.  Estas mulheres dedicam-se integralmente ao monitoramento 24 horas por dia, calculando doses de insulina, contando carboidratos dos alimentos e garantindo que o tratamento seja seguido à risca, muitas vezes em detrimento de sua própria saúde e vida social.  É aquele ditado conhecido: “Pimenta só arde no olho do outro”. Basta tentar se colocar no lugar de uma delas. Além do mais, quem aprova, se tiver uma situação dessa em casa, tem dinheiro suficiente para adquirir. Quem não tem, “que se vire nos 30”.

Ah, a Copasa!

Em nível de Estado, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB) já deixou claro que o projeto que aborda especificamente sobre a privatização da Copasa, começará a tramitar na Casa já na próxima semana. O texto aguarda a aprovação definitiva da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que derruba a exigência de um referendo popular para autorizar a venda da companhia. A votação da proposta em primeiro turno foi de forma polêmica com uma vitória da base governista por 52 a 18 realizada em plena madrugada do último dia 24, por volta das 4h30. A primeira sessão neste horário no século. Afinal, quando se trata de interesse político e o próprio umbigo, tudo é válido.

E o hospital?

Este, nem se fala. Usado por mais de uma década para palanque político, e ainda é, por alguns, segue aguardando a boa vontade do governo de Minas. O federal vem fazendo sua parte e ratificou isso em reuniões envolvendo representantes políticos da região, nesta semana em Brasília. Porém, mesmo recebendo uma ligação de um ministro de Lula durante uma das discussões, Romeu Zema (Novo) ainda não se manifestou. Pelo menos até o término deste PB, na tarde de ontem. O que é aguardado com muita expectativa. Agora vai, ou a pirraça pelo fato de Cleitinho Azevedo liderar todas as pesquisas para ocupar o seu lugar, vai continuar?

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…