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Saúde

Radioterapia no câncer de mama: tecnologia amplia a precisão e reduz o tempo de tratamento

Indicação depende das características do tumor e do tipo de cirurgia realizada

Por Redação Jornal Agora · Redação· 3 min de leitura
Radioterapia no câncer de mama: tecnologia amplia a precisão e reduz o tempo de tratamento

A radioterapia é uma das estratégias utilizadas no tratamento do câncer de mama. Com o auxílio de tecnologias de planejamento e aplicação, o procedimento busca atingir a região necessária com precisão, reduzindo a exposição dos tecidos e órgãos saudáveis. O radiooncologista e responsável pelo setor de radioterapia do Hospital do Câncer desde 2017,  Luiz Henrique Ventura, explica como funciona o tratamento e em quais situações ele pode ser indicado.

Indicação

A indicação depende das características do tumor e do tipo de cirurgia realizada. Após uma cirurgia conservadora, em que parte da mama é preservada, a radioterapia costuma ser recomendada para diminuir o risco de a doença voltar no tecido mamário remanescente. O Luiz Ventura esclarece que nos casos de mastectomia, quando há retirada total da mama, a necessidade é avaliada individualmente, considerando fatores do tumor e os resultados da análise cirúrgica.

— A radioterapia é um tratamento com radiação, em que utilizamos radiação ionizante para atacar o alvo, o local onde poderia crescer esse tumor. No caso do câncer de mama, o objetivo principal é evitar que esse câncer volte a crescer — explica.

O médico detalha que a indicação para a retirada total da mama depende de alguns fatores.

— Quando é feita a retirada total da mama, a mastectomia, a indicação depende de alguns fatores do câncer, desde o diagnóstico até os resultados da análise cirúrgica. A partir desse estudo, definimos se há necessidade de radioterapia na região — afirma.

Planejamento 

Antes do início das aplicações, a paciente passa por uma tomografia de planejamento. A equipe define o posicionamento e utiliza acessórios e marcações para reproduzir a posição durante o tratamento. Com imagens computadorizadas, são identificadas as regiões que precisam receber radiação e os órgãos próximos, como coração e pulmões. Físicos médicos participam dos cálculos para que o acelerador linear aplique a dose planejada.

— Com o planejamento computadorizado, conseguimos determinar o alvo e avaliar como a radiação vai chegar ao local necessário, protegendo os órgãos ao redor, como o coração e os pulmões. Isso contribui para reduzir os efeitos colaterais e oferecer mais conforto à paciente — afirma.

Mais conforto

Os avanços tecnológicos também permitem reduzir a quantidade de sessões em casos selecionados. Enquanto alguns tratamentos anteriormente exigiam de 25 a 30 aplicações, protocolos específicos podem prever cinco, oito, 10 ou 15 sessões, conforme as características de cada caso e a avaliação da equipe. A duração não é igual para todas as pacientes: a decisão considera critérios médicos e protocolos de segurança.

— Os avanços tecnológicos permitem tratar com mais precisão e, em alguns casos, diminuir o número de sessões. Um tratamento que antes exigia 25 ou 30 aplicações pode ser realizado em cinco, dez ou outras quantidades menores, conforme cada situação. Isso representa mais conforto e qualidade de vida para a paciente — ressalta.

Atualização profissional

A evolução da radioterapia depende da atualização contínua das equipes, do acompanhamento de estudos científicos e da participação em congressos e encontros da especialidade, como os promovidos pela Sociedade Americana de Radioterapia Oncológica (Astro). O Hospital do Câncer também tem previsão de receber um novo acelerador linear em 2027, ampliando os recursos tecnológicos disponíveis para o tratamento.

Diagnóstico precoce

De acordo com a assessoria de comunicação do Complexo de Saúde São João de Deus, 1.822 pacientes estão atualmente em tratamento contra o câncer de mama na instituição. O número considera todas as modalidades terapêuticas, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia, e não apenas pacientes submetidas à radioterapia.

A campanha Outubro Rosa do Agora reforça a importância da informação, do acompanhamento profissional e do diagnóstico precoce. A iniciativa conta com a parceria da Acom, do Complexo de Saúde São João de Deus, da MedPrev, da CredMais e da Botanicals.

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