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Saúde

Câncer de mama: apoio emocional faz diferença durante o tratamento

Psicóloga destaca os impactos psicológicos da doença, a importância da rede de apoio e os cuidados com pacientes e familiares

Por Redação Jornal Agora · Redação· 3 min de leitura
Câncer de mama: apoio emocional faz diferença durante o tratamento

O diagnóstico de câncer de mama provoca mudanças que vão além do corpo e do tratamento médico. Medo, ansiedade, insegurança e angústia fazem parte das emoções que podem surgir durante o processo, que também afeta familiares, amigos e pessoas próximas. Nesse contexto, o acompanhamento psicológico e uma rede de apoio preparada para acolher o paciente são fundamentais para enfrentar os desafios do adoecimento.

Emoções

Segundo a psicóloga da Acom Janaína Souza, sentir medo, insegurança, ansiedade, angústia e indignação diante do diagnóstico é natural. No entanto, buscar informações confiáveis sobre o tratamento, manter uma rede de apoio e procurar acompanhamento psicológico são medidas que ajudam a lidar com essas emoções.

A atenção profissional é especialmente importante quando as mudanças de humor começam a interferir na rotina, no sono e na tomada de decisões. 

— É importante a pessoa buscar informação segura sobre o seu tratamento, manter uma rede de apoio e procurar ajuda psicológica — orienta a psicóloga.

O acolhimento, porém, não deve se limitar ao paciente. Familiares, amigos e colegas de trabalho também participam desse processo e precisam compreender como oferecer ajuda.

Acolhimento

Muitas vezes, na tentativa de ajudar, as pessoas oferecem conselhos, sugestões e soluções sem considerar o que o paciente realmente precisa naquele momento.

A psicóloga defende que a melhor maneira de oferecer suporte é perguntar diretamente à pessoa como ela gostaria de ser ajudada. Em algumas situações, o apoio pode significar acompanhar uma consulta médica, buscar uma medicação, ajudar com os filhos ou simplesmente oferecer companhia e escuta.

— Às vezes, ela está precisando só ser ouvida, ser acolhida, não ser julgada, não ser criticada — explica Janaína. 

O respeito às necessidades individuais permite que o paciente se sinta amparado, sem a obrigação de corresponder às expectativas de outras pessoas.

Autoestima

As mudanças físicas provocadas pelo tratamento também podem afetar a autoestima, a imagem corporal e os relacionamentos. Cirurgias, limitações físicas, queda de cabelo e alterações hormonais estão entre os desafios enfrentados por algumas mulheres durante o processo.

A psicóloga ressalta que determinadas limitações precisam ser compreendidas e respeitadas. 

Diante dessas transformações, Janaína reforça a necessidade de enxergar a pessoa para além do diagnóstico.

 — Ela não é só a doença — afirma. 

Preservar atividades que tenham significado, respeitar os limites e incentivar momentos de bem-estar são atitudes que contribuem para a qualidade de vida durante o tratamento.

Rede de apoio

O suporte emocional também exige atenção aos familiares e cuidadores, que podem enfrentar sobrecarga física e psicológica ao acompanhar o adoecimento de alguém próximo.

Na Acom, segundo Janaína, o atendimento psicológico é oferecido tanto aos pacientes quanto aos cuidadores principais. A profissional destaca ainda a importância de os próprios psicólogos cuidarem da saúde emocional para oferecer um atendimento adequado.

— Primeiramente, a gente se cuida para poder cuidar bem do outro — afirma. 

O acompanhamento permite que o profissional lide com as histórias e os desafios que encontra diariamente, mantendo a capacidade de acolher e escutar cada paciente.

Prevenção

Ao final da entrevista, Janaína reforçou que a conscientização promovida pelo ‘Outubro Rosa’ precisa se transformar em atitudes concretas de cuidado com a saúde. Ela orienta as mulheres a procurarem os serviços de saúde e agendarem os exames indicados para cada situação.

— Prevenção sem ação de marcar um exame é só uma campanha — alerta a psicóloga.

Campanha

O Agora realiza uma campanha especial durante todo o mês de Outubro, com entrevistas com pacientes e especialistas para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e levar informação sobre o câncer de mama, incluindo formas de prevenção, sinais de alerta, diagnóstico e tratamento. A entrevista completa está disponível no Instagram do jornal, pelo perfil @jornal_agora.

A campanha conta com o apoio da Acom, do São João de Deus Complexo de Saúde, da Med Prev, da Botanicals e da Cred+.


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