Câncer de mama: apoio emocional faz diferença durante o tratamento
Psicóloga destaca os impactos psicológicos da doença, a importância da rede de apoio e os cuidados com pacientes e familiares

O diagnóstico de câncer de mama provoca mudanças que vão além do corpo e do tratamento médico. Medo, ansiedade, insegurança e angústia fazem parte das emoções que podem surgir durante o processo, que também afeta familiares, amigos e pessoas próximas. Nesse contexto, o acompanhamento psicológico e uma rede de apoio preparada para acolher o paciente são fundamentais para enfrentar os desafios do adoecimento.
Emoções
Segundo a psicóloga da Acom Janaína Souza, sentir medo, insegurança, ansiedade, angústia e indignação diante do diagnóstico é natural. No entanto, buscar informações confiáveis sobre o tratamento, manter uma rede de apoio e procurar acompanhamento psicológico são medidas que ajudam a lidar com essas emoções.
A atenção profissional é especialmente importante quando as mudanças de humor começam a interferir na rotina, no sono e na tomada de decisões.
— É importante a pessoa buscar informação segura sobre o seu tratamento, manter uma rede de apoio e procurar ajuda psicológica — orienta a psicóloga.
O acolhimento, porém, não deve se limitar ao paciente. Familiares, amigos e colegas de trabalho também participam desse processo e precisam compreender como oferecer ajuda.
Acolhimento
Muitas vezes, na tentativa de ajudar, as pessoas oferecem conselhos, sugestões e soluções sem considerar o que o paciente realmente precisa naquele momento.
A psicóloga defende que a melhor maneira de oferecer suporte é perguntar diretamente à pessoa como ela gostaria de ser ajudada. Em algumas situações, o apoio pode significar acompanhar uma consulta médica, buscar uma medicação, ajudar com os filhos ou simplesmente oferecer companhia e escuta.
— Às vezes, ela está precisando só ser ouvida, ser acolhida, não ser julgada, não ser criticada — explica Janaína.
O respeito às necessidades individuais permite que o paciente se sinta amparado, sem a obrigação de corresponder às expectativas de outras pessoas.
Autoestima
As mudanças físicas provocadas pelo tratamento também podem afetar a autoestima, a imagem corporal e os relacionamentos. Cirurgias, limitações físicas, queda de cabelo e alterações hormonais estão entre os desafios enfrentados por algumas mulheres durante o processo.
A psicóloga ressalta que determinadas limitações precisam ser compreendidas e respeitadas.
Diante dessas transformações, Janaína reforça a necessidade de enxergar a pessoa para além do diagnóstico.
— Ela não é só a doença — afirma.
Preservar atividades que tenham significado, respeitar os limites e incentivar momentos de bem-estar são atitudes que contribuem para a qualidade de vida durante o tratamento.
Rede de apoio
O suporte emocional também exige atenção aos familiares e cuidadores, que podem enfrentar sobrecarga física e psicológica ao acompanhar o adoecimento de alguém próximo.
Na Acom, segundo Janaína, o atendimento psicológico é oferecido tanto aos pacientes quanto aos cuidadores principais. A profissional destaca ainda a importância de os próprios psicólogos cuidarem da saúde emocional para oferecer um atendimento adequado.
— Primeiramente, a gente se cuida para poder cuidar bem do outro — afirma.
O acompanhamento permite que o profissional lide com as histórias e os desafios que encontra diariamente, mantendo a capacidade de acolher e escutar cada paciente.
Prevenção
Ao final da entrevista, Janaína reforçou que a conscientização promovida pelo ‘Outubro Rosa’ precisa se transformar em atitudes concretas de cuidado com a saúde. Ela orienta as mulheres a procurarem os serviços de saúde e agendarem os exames indicados para cada situação.
— Prevenção sem ação de marcar um exame é só uma campanha — alerta a psicóloga.
Campanha
O Agora realiza uma campanha especial durante todo o mês de Outubro, com entrevistas com pacientes e especialistas para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e levar informação sobre o câncer de mama, incluindo formas de prevenção, sinais de alerta, diagnóstico e tratamento. A entrevista completa está disponível no Instagram do jornal, pelo perfil @jornal_agora.
A campanha conta com o apoio da Acom, do São João de Deus Complexo de Saúde, da Med Prev, da Botanicals e da Cred+.
Leia também
Mais recentes
Divinópolis reúne população para discutir melhorias na saúde pública
Queda na demanda encerra atividades de ambulatório de dengue em Divinópolis
‘Câncer não é uma sentença de morte, é um alerta para a vida’, diz paciente em tratamento
Acom leva o Outubro Rosa às ruas de Divinópolis e Nova Serrana com duas caminhadas
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em outubro de 2026
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…







