Região Nordeste lidera os casos de dengue em Divinópolis

Rafael Camargos
Se em todo país, o número de notificações de dengue, zika e chikungunya caiu neste ano em comparação com o mesmo período de 2016, em Divinópolis, a realidade é diferente. Foram divulgados nesta semana pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) os novos números do Levantamento de Índice Rápido do?Aedes aegypti?(LIRAa).
O atual quadro aponta para índice de 3,8%, enquanto o divulgado no começo do ano foi de 1,6%. Neste levantamento, os focos do mosquito chegam a 93,48% nas residências e o restante está nos lotes vagos. Os depósitos fixos como sanitários em desuso, calhas, lajes, piscinas, caixas de passagem, ralos e fontes ornamentais são os principais recipientes com focos, representando 27,5%. Depósitos móveis como vasos, pratos de planta e bebedouros de animais somam 25,8%. Lixo (20,2%), caixa d água (17,4%), pneus (5,2%) e depósitos naturais (3,9%) são os outros tipos de recipientes com focos.
De acordo com secretário municipal de Saúde, Rogério Barbieri, os números de focos nas residências chamam atenção.
— É um risco moderado e novamente nos chama atenção à quantidade de focos nas residências perto dos 95%. O índice mostra uma situação preocupante, que precisa ser cuidado. Não adianta os agentes fazerem o trabalho na rua, e nas casas termos uma situação alarmante — disse.
Apesar de risco moderado, algumas regiões estão com índice de infestação alto. A região Nordeste de Divinópolis está com 7,66% e a Central com 4,39%. As regiões Sudeste (3,8%), Norte (3,61%), Oeste (2,85%) e a Sudoeste (1,04%) estão com índice médio.
País
Até o dia 18 de fevereiro, as três doenças somavam 60.124 registros, de acordo com o Ministério da Saúde, contra 590.380 suspeitas no mesmo período do ano passado. A queda é de 89,81%. O secretário de Saúde, Rogério Barbieri, e a diretora de Vigilância em Saúde, Janice Soares, detalharam os dados e confirmam situação moderada no índice de infestação. O resultado do LIRAa foi coletado de 6 a 10 deste mês em 4.791 imóveis da cidade. Os números mostram que, o índice de infestação está no risco médio, no entanto, cresceu na comparação com o resultado anterior.
Também foi lançado pela Semusa o disque dengue. O projeto visa combater os focos do mosquito da dengue com o apoio da população, que agora, tem um canal direto para realizar denúncias.
Disque dengue
A Semusa também lançou um canal para receber denúncias sobre focos de doença. Os moradores podem ligar e denunciar lotes e residências com suspeitas de foco do mosquito. A fiscalização vai verificar os locais e os donos de imóveis em desacordo com as leis sanitárias serão advertidos e multados. ??
De acordo com a diretora em Vigilância em saúde, o disque - dengue funciona de 8h às 11h e de 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados. A população pode denunciar através do número 3221-3722.
— É uma forma de a população nos ajudar a indicar onde estão os focos de dengue. Temos uma linha exclusiva para as denúncias. Se um vizinho perceber que tem focos, nós vamos verificar se tem água parada. Caso seja um endereço conhecido já vamos com a fiscalização — destacou Janice Soares.?
Fiscais
De acordo com o secretário, os fiscais serão acionados para verificar o imóvel.?
— O município vai aplicar as medidas de controle, as advertências e multas para os proprietários de imóveis que deixarem a água parada. Vamos proteger a coletividade. Quando percebermos que as ações de educação não tiveram efeito, vamos aplicar as medidas cabíveis— afirmou.??
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