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Economia

Risco de desabastecimento aponta urgência de economia

Por Portal Agora
Risco de desabastecimento aponta urgência de economia

 

Maria Tereza Oliveira

As chuvas não caem em Divinópolis há pelo menos três meses. O tempo seco, além de trazer várias complicações para a saúde, ainda impacta no nível do rio Itapecerica e, consequentemente, no abastecimento de água. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) enviou um comunicado ontem informando que o abastecimento de água pode ser afetado neste mês e em outubro. A justificativa é justamente pela redução da vazão do manancial utilizado para abastecer o município. Apesar do risco de uma possível crise hídrica, o desperdício de água é flagrado sendo feito por boa parte da população.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Divinópolis, Pádua Fernandes, o nível do rio Itapecerica está 60 cm mais baixo do que sua normalidade.

Pádua Fernandes disse à reportagem que, apesar de o nível estar abaixo do normal, está dentro das estatísticas do que ocorre nesta época do ano.

— Nestes meses sem chuva é normal que o nível fique assim mesmo. Mas, por enquanto, o rio está com o curso de sempre e a situação está sob controle — tranquilizou.

De acordo com ele, nos períodos fora de seca o rio tem 1,20 m de profundidade na parte mais rasa e 4,80 nas localidades mais fundas.

Consumo consciente

No mesmo comunicado em que alertou sobre o risco de desabastecimento, a Copasa pediu a colaboração da população para economizar água.

— Atitudes simples, como lavar o carro com balde de água no lugar da mangueira, deixar a torneira fechada enquanto escova os dentes, tomar banhos rápidos, molhar plantas com regador e não lavar o passeio com água tratada fazem muita diferença — exemplificou.

Várias campanhas sobre a preservação de água e seu uso consciente são realizadas durante todo o ano. No entanto, a adesão não é popular.

E o exemplo?

Na contramão do baixo nível do rio Itapecerica, água jorrou dia e noite por três dias consecutivos na avenida 7 de Setembro, no bairro Santa Clara. Quem passava pela via, tinha sensação de que choveu e muita enxurrada descia rua abaixo.

Os pedestres desatentos foram molhados por carros que não reduziam a velocidade. Moradores na altura do número 607 revelaram que o aguaceiro começou ainda no sábado, 21. A reportagem entrou em contato com a Copasa no início da tarde de ontem e, no fim do dia, o problema já estava sanado.

Em nota no meio da tarde, a estatal informou que a manutenção na rede da 7 de Setembro era realizada naquele momento.

A companhia esclareceu que, por se tratar de via de grande fluxo de veículos, foi necessário um planejamento mais aprofundado, necessitando, inclusive, da liberação e apoio do órgão de trânsito da cidade, neste caso, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Settrans). Planejamento que durou dois dias.

Câmara

A Copasa é alvo de críticas na Câmara corriqueiramente. Na reunião de ontem não foi diferente. Eduardo Print Jr. (SD) repudiou o tratamento da empresa com a cidade.

— É triste ter de vir aqui na Tribuna falar a mesma coisa da Copasa, que a gente sempre cobra. É uma sanfona velha e toda vez é a mesma coisa. A empresa abre valas em todos os bairros de Divinópolis e, para a recomposição que ela tem de fazer, são usados os piores materiais possíveis — acusou.

Ele ainda disse as obras serem realizadas por empresas terceirizadas pela Copasa não justifica a situação.

— Por que a Copasa não cobra qualidade dos materiais de quem está prestando serviços para ela? A Prefeitura acaba tendo de contratar serviços de tapa-buracos que a Copasa abriu. Uma empresa que aqui tem seus lucros, mas não tem respeito pela cidade — criticou.

Chuva a caminho?

Pádua Fernandes disse à reportagem que a chuva deve voltar a Divinópolis hoje. De acordo com ele, estão previstos 5 mm hoje, 25 mm amanhã e 8 mm na sexta.

— A chuva destes dias deve ser suficiente para restabelecer o nível do rio Itapecerica — enalteceu.

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