Sintram divulga boletim do terceiro dia de greve dos servidores municipais de Bambuí

Da Redação
No terceiro dia da greve geral dos servidores municipais de Bambuí, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Centro-Oeste de Minas (Sintram) divulgou boletim informando que a mobilização ganhou força com novos protestos, caminhada pelas ruas e avanços parciais em negociações salariais.
De acordo com o Sintram, a quinta-feira, 27, foi marcada por intensa concentração em frente à Prefeitura logo no amanhecer, reunindo centenas de servidores que cobravam retomada de diálogo e valorização do serviço público.
Negociação
Segundo o sindicato, havia avanço em dois dos três pontos de pauta negociados com o Executivo, restando apenas o item do vale-alimentação para ser acertado.
No entanto, o Sintram relata que a Prefeitura encerrou as negociações formais e informou, por ofício, que trataria apenas com dois servidores escolhidos, excluindo os representantes sindicais.
Justiça do Trabalho
O sindicato classificou essa medida como descumprimento da legislação trabalhista e anunciou que entrou com pedido de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, para obrigar a mediação de um desembargador.
Entre as ações do dia, os servidores também realizaram caminhada pelas principais ruas da cidade, que, segundo o boletim sindical, contou com adesão e aplausos de moradores.
Houve ainda manifestação em frente a um supermercado durante inauguração com a presença do prefeito Firmino Júnior, como forma de protesto contra o que chamaram de “prioridade trocada”.
Na Praça Coronel Torres, o movimento fez panfletagem e bandeiraço, denunciando o aumento de contratos temporários em detrimento de servidores efetivos.
Pressão
O sindicato também acusou o prefeito de se reunir com diretores escolares para pressioná-los a convencer grevistas a retornar ao trabalho, além de afirmar que, apesar de declarações oficiais sobre funcionamento normal das escolas, muitas turmas estariam sendo atendidas por profissionais contratados sob pressão.
O presidente do Sintram, Marco Aurélio Gomes, criticou a postura da administração municipal.
— O prefeito insiste em jogar cortinas de fumaça, mas as ruas mostram a verdade: nossa greve é legítima, pacífica e tem o apoio da população. Seguiremos até a revogação da LC 001/2025 e a garantia de direitos — afirmou.
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