Supermercadistas da região registram crescimento no 1º bimestre

Pablo Santos
O primeiro bimestre para os supermercadista foi de alta no faturamento. De acordo com o “Termômetro de Vendas”, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (Amis) o crescimento foi de quase 1% neste ano, quando se compara com o mesmo período do ano passado.
Conforme a pesquisa, as vendas nos primeiros dois meses cresceram exatamente 0,90%. Na comparação com fevereiro de 2017, com o mesmo mês do ano anterior, o resultado foi também de crescimento: 1,69%.
Já em relação a janeiro deste ano, houve uma retração 1,40%. Os resultados estão deflacionados pelo IPCA/IBGE.
— A retração de vendas em fevereiro deste ano sobre janeiro é considerada normal pelos supermercadistas pesquisados principalmente pelo efeito do calendário: 28 dias contra 31. Além disso, grande parte das lojas não funcionou na segunda-feira de carnaval, 27 de fevereiro, Dia do Comerciário — afirmou a nota da Amis.
A maior queda por região foi na Rio Doce: -2,34% em fevereiro, no comparativo com janeiro. Outra região com declínio foi a Central com 2,34%, acompanhada do Centro-Oeste, que registrou a terceira maior queda entre as regiões analisadas pela Amis.
Na sequência apareceu o Sul de Minas com 0,75% de declínio no faturamento, seguido de perto pelo Norte (0,43%) e Triângulo Mineiro.
A Zona da Mata teve faturamento praticamente estável com declínio de 0,04% em fevereiro, na comparação com o primeiro mês do ano.
País
No Brasil, as vendas do setor supermercadista acumulam queda de -0,07% de janeiro a fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Em fevereiro, as vendas em valores reais, deflacionadas pelo IPCA/IBGE, apresentaram queda de -1,93%, na comparação com o mês anterior, e queda de -0,24% em relação ao mesmo mês do ano de 2016.
Em valores nominais, as vendas do setor registram queda de -1,61% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a fevereiro de 2016, alta de 4,56%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 5,02%.
Para o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o resultado reflete o atual momento econômico do País.
—O Brasil ainda sente os reflexos da crise; a taxa de desemprego vem crescendo desde o ano passado, e em janeiro chegou a 12,6%, o que impacta no poder de compra do brasileiro, que está mais cauteloso e indo menos ao ponto de venda. Mesmo assim, acreditamos em um número mais estável até o final do primeiro semestre — declara o presidente.
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