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Economia

Indústria desenvolve ferramenta para mapear Aedes aegypti

Por Redação Jornal Agora
Indústria desenvolve ferramenta  para mapear Aedes aegypti

Rafael Camargos

Um projeto para atender ao desafio de reduzir o risco de infecção por dengue, chikungunya e zika nos trabalhadores da indústria, suas famílias e comunidades vem sendo desenvolvido por empresa em parceria com o Sesi/MG. O projeto é o único do país aprovado pelo Edital de Inovação Senai Sesi 2016 - ciclo 1 (que financia o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores da indústria nacional), a solução está sendo aprimorada para utilização em grande escala. O projeto em Divinópolis ainda não tem previsão para ser iniciado, segundo a gerente da unidade, Janua Nogueira.

 — Ainda não recebemos nenhuma informação a respeito do início do projeto na cidade— informou.

Para o CEO da empresa, Roberto Novaes, a capacidade hoje é de montar e monitorar 250 armadilhas por semana.  

— O desafio é tornar os equipamentos e processos mais eficientes para que a tecnologia se expanda não apenas para as indústrias, mas comunidades e regiões — explicou.

Iniciativa

Para o gerente de Saúde do Sesi, Alfredo Santana, a ideia consiste no desenvolvimento de um instrumento de georreferenciamento que permite precisão e rapidez de informações sobre os níveis de infestação do mosquito transmissor das doenças em plantas industriais. A proposta é a instalação de “armadilhas” para deposição de ovos pelo vetor, seguida da contagem automática dos ovos por visão computacional, cruzamento e apresentação gráfica dos resultados que permitirão identificar os locais de maior infestação.

— Mapear os focos do mosquito é fundamental para que a indústria possa atuar de forma consciente e mais assertiva na tomada de decisões para controle das doenças — afirma o gerente. Alfredo continua dizendo que, isso se traduz em ganhos para a saúde da população monitorada e de competitividade e produtividade para as indústrias.

Lançamento

A previsão é de que, em meados de 2018, o produto esteja pronto para ser lançado no mercado.  Além do Sesi/MG e da empresa Sílex, estão envolvidos na execução do projeto a Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), o Senai Cetem, o Instituto Senai de Inovação em Biomassa (MS) e o Senai Cetepo (RS).

 

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