UPA reduz para 85% de ocupação nesta segunda

Da Redação
Mais uma vez, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto conviveu com a superlotação. Na manhã de sábado, 15, conforme a Prefeitura, havia 86 pacientes dentro da unidade, aguardando por transferência, o que resultou em 110% da ocupação.
Atualização
A situação na manhã desta segunda-feira, 17, era mais tranquila. Segundo informações apuradas pelo Agora junto à Prefeitura, durante o fim de semana, 28 pacientes receberam o encaminhamento para transferência. Destes, quatro recusaram ir para outro município, ou seja, 24 foram transferidos. Ainda segundo o Executivo, restaram 44 pacientes aguardando acesso ao leito hospitalar, totalizando uma taxa de ocupação de 85%.
Do total, apenas quatro permaneceram em Divinópolis e foram levadas para o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD). Duas foram encaminhadas para Montes Claros; Sete para Santo Antônio do Monte; uma para Arcos; quatro para Amparo; uma para Nova Serrana; duas para Luz; duas para Pitangui; uma para Oliveira; três para Formiga; e uma para Bom Despacho.
Transferências negativas
A Prefeitura afirmou, também, que há registros de negativas de pacientes que estão na UPA em serem transferidos para outros municípios. Explicou que o Sistema Único de Saúde (SUS) é, por princípio organizativo, regionalizado, o que implica na existência de redes regionalizadas de assistência, organizadas por complexidade.
— O Complexo de Saúde São João de Deus atende, majoritariamente, pacientes de Divinópolis. No entanto, trata-se de um hospital de referência em alta complexidade para toda a macrorregião Oeste (53 municípios) e, nem sempre, é possível que o paciente de Divinópolis, com demanda de média complexidade, seja regulado para o São João de Deus — explica.
Superlotação
Na sexta, a UPA encontrava-se com 52 pessoas aguardando por uma vaga hospitalar, enquanto 9 estavam sob observação em unidades de decisão clínica para determinar a possível necessidade de internação. Outros 25 pacientes esperavam por um procedimento ortopédico em suas residências.
PS1 – Unidade de Decisão Clínica – 7 pacientes
PS2 – Unidade de Média Complexidade – 52 pacientes aguardando transferência SUSfácil
PS3 – Unidade de Cuidados Intermediários – 3 pacientes aguardando transferência SUSfácil.
PED: – 4 pacientes no setor de Pediatria
No PS1, em leitos aguardando resultados de exames e observação – 20 pacientes.
Baixa oferta de leitos
Em razão à superlotação, foi divulgado que é fruto da baixa oferta de leitos na região, processo regulado pelo governo estadual. Esta condição resulta do número reduzido de transferências hospitalares autorizadas e reguladas pela Central Estadual de Regulação (SUS Fácil).
O cenário crítico enfrentado na UPA foi, segundo a Prefeitura, foi devidamente reportado à Central de Regulação do Estado e notificado ao Ministério Público (MS).
UPA
O gerente assistencial da UPA, Cleverson Humberto, informou que a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) foi comunicada para tomar as providências cabíveis, junto aos órgãos competentes.
— A UPA Padre Roberto Cordeiro Martins opera ininterruptamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, com uma equipe multiprofissional qualificada e apresenta uma demanda sazonal, com períodos de picos em várias intempéries a depender de fatores climáticos, de temperatura e epidemiológicos — destacou, em nota.
Prefeitura
Também em nota, o Executivo destacou que tem investido continuamente em melhorias na assistência prestada pela UPA, incluindo a introdução de procedimentos não cobertos pelas portarias regulamentadoras das unidades de pronto atendimento, visando oferecer uma assistência mais efetiva à população de Divinópolis.
Em parceria com o CIS-URG, consórcio gestor da unidade, afirma que tem ampliado o acesso aos leitos, principalmente para casos ortopédicos, mesmo que isso ultrapasse o papel tradicional da UPA
— Apesar desses esforços, a limitada disponibilidade de vagas na última semana tem contribuído para a superlotação da unidade. A Prefeitura está se mobilizando para encontrar alternativas de assistência dentro de suas capacidades e recursos financeiros disponíveis. Reforçamos, entretanto, a urgente necessidade de que o Estado de Minas Gerais acelere o processo de ampliação da rede hospitalar na macrorregião de Saúde Oeste, para que possamos garantir um atendimento mais eficaz e digno à nossa população — reforça.
SUS Fácil
É um sistema informatizado de regulação estadual que busca leitos hospitalares para pacientes em situação de urgência e emergência. O sistema também regula atendimentos ambulatoriais e procedimentos eletivos.
Os hospitais solicitantes enviam laudos dos pacientes com informações de diagnóstico e evoluções clínicas para que os médicos reguladores avaliem cada caso. O sistema busca o leito mais adequado para cada paciente e considera a unidade com melhor capacidade técnica e profissional para o atendimento, considerando a proximidade com a origem do pedido.
O sistema tem como objetivo agilizar o atendimento hospitalar, melhorar a forma como os procedimentos são realizados e fornecer mais organização e agilidade para a população.
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