Vacinas com data de vencimento próxima à disposição do público que não é alvo

Da Redação
Divinópolis registra 308 casos confirmados de dengue neste ano, 54 hospitalizações e quatro mortes seguem em investigação. Diante deste cenário preocupante, a Prefeitura sancionou, nesta segunda-feira, 17, a Lei nº 9.514, que autoriza a distribuição de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde (MS) com validade próxima do vencimento. No entanto, as vacinas contra a dengue estão em falta no município.
Distribuição
A distribuição das vacinas com data de vencimento próxima seguirá as regras da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e estará disponível para todos que quiserem se vacinar contra doenças infecciosas.
As vacinas serão aplicadas respeitando as prioridades definidas pelo Ministério da Saúde e as contraindicações para cada tipo de imunização. Quem desejar se vacinar deve procurar a unidade de saúde da sua região e comprovar que atende aos critérios básicos.
Vacinas disponíveis
Para crianças, estão disponíveis as vacinas BCG e Hepatite B; Penta (DTP/Hib/Hepatite B), Poliomielite, Pneumocócica 10 e Rotavírus; Meningocócica C; Febre Amarela; Hepatite A; Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola); HPV.
Para adolescentes e adultos: Dupla Adulto (dT); Covid-19; a dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche Acelular); e a Meningocócica ACWY em dose única para adolescentes de 11 a 14 anos.
A Prefeitura ressalta que a disponibilidade das vacinas pode variar entre os postos de saúde, dependendo da demanda e do fornecimento, que é de responsabilidade da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Dengue
O Executivo informou ao Agora que, no momento, está sem vacinas contra a dengue e que já contactou a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG).
— A responsabilidade por disponibilizar as doses para os municípios é do governo estadual. Já foi feito contato e cobrança para a Secretaria Estadual de Saúde, Regional Divinópolis e estamos aguardando o envio das doses — afirmou.
O público alvo da vacinação contra a doença são crianças de 6 a 14 anos.
Ações e campanha
Após dados do primeiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), que apontou alto risco de epidemia de dengue, e diante do cenário preocupante que Divinópolis enfrenta, a Prefeitura intensificou as ações contra a doença, por meio da campanha “Minha Cidade Livre da Dengue”.
O 1º LIRAa demonstrou que 88% dos focos foram encontrados em residências e 12% em lotes vagos. Dessa forma, estão sendo utilizados drones que realizam o mapeamento aéreo de áreas da cidade, sobrevoando regiões de difícil acesso para os agentes de saúde.
A tecnologia ajuda a identificar locais com possível acúmulo de água parada, um dos principais focos de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Além disso, o município promove os mutirões de limpeza, orientando a população sobre os devidos cuidados e retirando objetos que possam acumular água parada. Os agentes de endemias também realizam vistorias nas residências e ações de conscientização em escolas e postos de saúde.
Prevenção
A dengue é uma doença séria e prevenir é essencial. Para evitar a proliferação do mosquito transmissor, é importante, conforme as autoridades de saúde, eliminar qualquer acúmulo de água parada em recipientes como vasos, garrafas, pneus e calhas, além de manter caixas d’água sempre bem fechadas.
Também é recomendável usar repelente e roupas que protejam a pele, principalmente em áreas de risco. Pequenas atitudes no dia a dia fazem toda a diferença na luta contra a doença.
Sintomas
Qualquer pessoa que apresentar febre entre 39ºC e 40ºC de início repentino, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos, segundo especialistas, deve procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado.
Segundo eles, após a fase febril, é essencial estar atento aos sinais de alarme que podem indicar o agravamento do quadro. Sinais que incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos em cavidades corporais, hipotensão postural, letargia ou irritabilidade, entre outros.
Por isso, os responsáveis pela saúde no município, estado e país, afirmam que a conscientização e ações preventivas são fundamentais para conter o avanço da doença e proteger a população.
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