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Política

Vereadores apelam ao MP para que Copasa suspenda taxa de esgoto em Divinópolis

Por Portal Agora
Vereadores apelam ao MP para que Copasa suspenda taxa de esgoto em Divinópolis
Vista aérea das obras da estação de tratamento do Itapecerica (Foto: Erik Briam/Divulgação 19/6/18)

Ricardo Welbert

Após a Companhia de Saneamento (Copasa) contestar o decreto aprovado na Câmara de Divinópolis que suspende a cobrança da taxa de tratamento de esgoto no município, vereadores pediram uma reunião com o Ministério Público (MP) mineiro. Será na próxima sexta-feira, 29h, às 15h. 

Sargento Elton (PEN), vereador que presidiu a CPI instaurada na Câmara para apurar indícios de irregularidades nos serviços prestados pela Copasa, pretende mostrar ao promotor o relatório final da investigação.

— Entregaremos o decreto ao promotor esperando que medidas sejam tomadas — diz. 

Procurado pelo Agora, o promotor de defesa do consumidor Sérgio Gildin explicou que há alguns anos a Justiça decidiu que a Copasa poderia cobrar pela coleta, transporte e tratamento do esgoto, com base em uma lei federal e outra estadual. 

— Sobre esse novo fato, que é o decreto legislativo, por enquanto nós só sabemos o que vimos pela imprensa. Os vereadores pediram uma reunião aqui na promotoria para a próxima para nos explicar melhor a esse respeito — esclarece.

Impasse

A estatal convocou a imprensa nesta semana para repetir que não vai obedecer, sob a alegação de que a tributação é prevista em uma lei federal — ou seja, superior às decisões municipais.

Segundo o superintendente operacional João Martins, a ação já transitada e encerrada na Justiça legaliza definitivamente os 43,75% que já incidem sobre o total da conta de água dos imóveis que tenham o esgoto coletado e transportado até o rio Itapecerica pela empresa.

— Exceto no caso do bairro Icaraí, onde desde outubro de 2013 o esgoto é coletado, transportado e tratado, no restante de Divinópolis ocorre atualmente a coleta e o transporte do esgoto. Isso tem um custo à Copasa e cobrar por esse custo é algo justo e previsto em lei — explica.

Placa na obra da ETE do Itapecerica - Copasa
Placa da obra do sistema de esgotamento em Divinópolis (Foto: Divulgação/Copasa)

Quem define quanto a empresa pode cobrar pelos serviços que oferece é a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado (Arsae). Segundo o órgão, a Copasa pode cobrar os atuais 43,75% para coleta e transporte e subir a taxa para 90% nos casos em que ocorra a terceira etapa, que é o tratamento.

O advogado Robervan Faria, que formulou a sustentação jurídica aprovada na Câmara, afirma que a Copasa erra ao insistir na cobrança. Segundo ele, o decreto também se baseou em irregularidades apuradas ao longo da CPI.

— Se prevalecer essa lei [a nacional, na qual a Copasa embasa seus argumentos], a empresa sempre vai cobrar. Como é que pretendem começar a cobrar pelo tratamento em julho, sem a ETE nem estar pronta? — questiona.

Na terça-feira, 19, Robervan esteve na estação de tratamento, onde gravou o vídeo abaixo para mostrar que a obra ainda está em andamento.  

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