Vereadores apoiam greve dos caminhoneiros

Pollyanna Martins
Os vereadores apoiaram a greve dos caminhoneiros. Em seus discursos na reunião ordinária desta quinta-feira, 24, os parlamentares prestaram solidariedade à classe. O vereador Eduardo Print Júnior (SD) ressaltou, em seu pronunciamento, que o Brasil possui mais de três milhões de caminheiros e o modal rodoviário representa uma atuação de 61% no transporte de cargas do país. De acordo com o parlamentar, a participação da classe contribui para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a expansão das fronteiras agrícolas.
— Eles enfrentam dias longe de suas famílias, em estradas precárias, prazos apertados, pedágios caríssimos, risco de acidente constante, devido ao transito caótico do país e estão vendo seu ganho ser consumido pelos constantes aumentos do combustível no Brasil. Nos últimos meses 12 meses, o diesel acumula alta de 15,45%. É um aumento de mais de cinco vezes que a inflação mesmo período, que foi de 2,70%. Outros combustíveis também tiveram forte alta nos últimos 12 meses. A gasolina ficou 18,97% mais cara e o etanol acumula alta de 11,65% — criticou.
Print Júnior reforçou que a classe dos caminhoneiros não luta apenas pela baixa no preço do combustível. A greve também é contra o preço abusivo dos alimentos, o custo de vida para os trabalhadores, que nos últimos tempos só perdem direitos.
— Precisamos apoiá-los, essa é uma luta nossa, o povo precisa aprender a usar a força que tem. Não podemos nos deixar ser dominados por vontades alheias. Não devemos ficar à mercê de uns poucos – ressalta.
Os vereadores Delano Santiago (MDB), Roger Viegas (Pros), Sargento Elton (PEN), Zé Luiz da Farmácia (PMN), Nego do Buriti (PEN), Raimundo Nonato (PDT), Janete Aparecida (PSD), Cleitinho Azevedo (PPS) e Adair Otaviano (MDB) também se manifestaram sobre o assunto. O presidente da Casa disse que os vereadores não poderiam compactuar com o “monte de coisas erradas” que estavam acontecendo no Brasil. Adair relatou ainda que esteve em um posto de combustíveis, em Divinópolis, para apoiar os caminhoneiros.
— Essa paralisação não é dos caminhoneiros, essa paralisação é dos trabalhadores brasileiros, de todos nós. Por isso, nós fomos li estender as mãos aos motoristas, aos caminhoneiros — afirmou.
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