Vereadores arquivam denúncias e aprovam aumento de auxílio e contas de 1983
Matheus Augusto
Por unanimidade, os vereadores de Divinópolis aprovaram o parecer inicial da Comissão Processante responsável por apurar as denúncias por quebra de decoro contra Diego Espino (PSC). Com o resultado, cinco das seis denúncias contra o vereador foram arquivadas. A mais recente, no entanto, prosseguirá. Ela diz respeito ao suposto constrangimento do assessor do vereador do autor da denúncia, Flávio Marra (Patriota).
Não presentes no Plenário, Roger Viegas (Republicanos) e Rodyson do Zé Milton (PV) não votaram, bem como o presidente da Eduardo Print Jr. (PSDB), que estava na reunião, mas só vota em caso de empate. Todos os demais votaram pela aprovação do parecer, incluindo os suplentes de Marra e Espino.
Contas de 1983
Voltou ao Plenário para votação o decreto para aprovação das contas municipais de 1983, sob gestão do então prefeito Aristides Salgado. A execução financeira do referido período estava em investigação no Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE/MG). No entanto, devido à longevidade do prazo, a dificuldade de acessar documentos da época e da eventualidade da comprovação de crimes estar prescrita, o órgão recomendou ao Legislativo aprovar as contas.
Ao abrir a discussão, o líder do atual governo, Edsom Sousa (Cidadania), criticou a lentidão do processo e relembrou a fala do vereador Flávio Marra (Patriota) na terça, que disse que não era nem nascido.
— Ele [Marra] nem participou e tem que votar. (...) O que virou este país? — questionou.
Diante do “caráter” do ex-prefeito, ele declarou voto favorável.
Citado, Flávio Marra repetiu seu pronunciamento da última reunião, oportunidade em que o projeto teve sua votação adiada.
— Não posso pôr a mão no fogo. Como vou aprovar as contas de um mandato que não participei? — frisou,
Ao abordar o tema, Israel da Farmácia (PDT) declarou que, diante da orientação do Tribunal de Contas, por segurança jurídica, seu voto seria favorável.
— Foi um grande prefeito. (...) Se o Tribunal de Contas não encontrou irregularidades, temos o respaldo do Ministério Público e vamos votar favorável — citou.
Diego Espino (PSC) também declarou apoio à aprovação.
— É ícone da política divinopolitana — classificou.
As contas municipais de 1983 foram aprovadas por nove votos favoráveis e três contrários.
Falha no trâmite
O segundo projeto em pauta não foi votado. O texto, do Executivo, altera a legislação de 2013 que regulamenta o transporte de passageiros por motocicleta, mototáxi e serviço de transporte remunerado de pequenas cargas. O intuito, segundo a atual administração, é adequar a legislação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de afastar a inconstitucionalidade da atual lei municipal.
No entanto, Israel da Farmácia protocolou uma emenda no dia anterior e, por isso, a proposta não deveria estar em pauta até receber os devidos pareceres e também ser incluída na Ordem do Dia.
Auxílio-deslocamento
Os vereadores também aprovaram, por unanimidade, o projeto do Executivo que altera o valor mensal do auxílio-deslocamento dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que atuam na zona rural, presentes em Plenário, de R$ 376,00 para R$ 642,40. O objetivo é “atualizar o valor deficitário previsto na legislação anterior, aprovada em 2015”.
Durante a discussão de propostas, os vereadores elogiaram o trabalho dos agentes, do Executivo e, em especial, ao presidente da Comissão de Saúde da Casa, Zé Braz (PV), responsável por articular a demanda da categoria com o Executivo.
Zé citou as reuniões com a atual administração para desenvolver a proposta. Ele reconheceu, ainda, as dificuldades de deslocamentos enfrentadas pelos agentes, uma vez que a Prefeitura não disponibiliza transporte.
— Creio que ainda não é suficiente, mas trará uma leve correção para vocês trabalharem dignamente para nossa população — defendeu.
Espino mencionou, em sua fala, a importância de “dar uma atenção especial ao trabalho na zona rural”. Ademir Silva (MDB) também enalteceu o trabalho dos agentes dada a inviabilidade de se construir postos de saúde nas comunidades rurais. Outro vereador a reconhecer a profissão foi Israel da Farmácia.
Para Marra, o recurso não deve ser classificado como auxílio, mas um direito.
— É justiça. Não é nenhum benefício ou auxílio. É justiça. (...) Demorou, mas antes tarde do que nunca — afirmou.
Líder do governo, Edsom destacou que, agora, como próximo passo, a atual Administração trabalha para aprovar uma mudança para mudar o Plano de Cargos e Salários para melhorar as condições de trabalho.
Lohanna aproveitou a discussão do projeto para parabenizar Zé Braz pela articulação em defesa dos agentes.
— Como é importante a luta de classe — declarou.
Em seguida, Hilton de Aguiar (MDB) elogiou o trabalho dos agentes.
— Faça chuva, faça sol. Todo mundo sabe o quanto é difícil. É barro, calor e poeira — pontuou.
Por fim, Eduardo Azevedo (PSC) defendeu o atual projeto como a valorização dos servidores públicos dentro da atual administração.
— A gestão não é contra o servidor, o que fazem aqui é politicagem. Sabemos o quanto vocês sofrem. A luta de vocês é diária. A gestão é, sim, a favor do servidor — argumentou.
A proposição foi aprovada e a reunião, encerrada.
Leia também
- Lago das Roseiras recebe mais de R$ 1 milhão para melhorias
Prefeitura envia documentos para análise da CPI da Educação
Vai ser sancionada, garante Zema sobre projeto que reduz taxa de licenciamento
Prefeitura de Divinópolis anuncia leilão de três lojas no Mercado Central- Câmara tem seis proposições em pauta para votação nesta tarde
CPIs avançam e oitivas começam nesta semana
Mais recentes
Do nosso arquivo
Veja tudo o que publicamos em maio de 2022
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…








