75% das escolas estaduais estão paradas em Divinópolis

Rafael Camargos
Desde o último dia 16, as escolas estaduais estão paralisadas em Divinópolis. Os profissionais da classe reivindicam os direitos e protestam contra a reforma da Previdência, a Terceirização do Trabalho e outros projetos do governo de Michel Temer (PMDB). Cerca de 75 % do ensino na cidade já estão parado segundo dados divulgados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores de Minas Gerais (SindiUte). Em todo estado ocorrem ações contra o atual governo federal e, nesta sexta-feira, 31, em ato unificado, ocorrerá uma manifestação, no quarteirão fechado da rua São Paulo, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal de Divinópolis ( Sintemmd/MG). Na tarde de terça-feira, 28, os servidores participaram de um ato no Pátio da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) uma das maiores assembleias estaduais dos trabalhadores e trabalhadoras em educação de Minas Gerais. Em greve desde o dia 15 de março, e por tempo indeterminado, a categoria define os rumos do movimento.
De acordo com a diretora colegiada do Sintemmd/MG, Sueli Maria Meireles, a ação começará por volta das 15h e será de muita importância para a classe e população, uma vez que serão reivindicados direitos de toda a população.
— No momento, somente a educação deve participar, mas outros sindicatos devem aderir ao movimento. Hoje, vamos realizar um balanço para saber quantas pessoas vão estar nas ruas amanhã — explicou Sueli, que continuou dizendo que os atos são unificados em todo estado e país. Segundo ela, no dia 12 de abril, novas ações devem ocorrer.
Entenda
Em entrevista recente ao Jornal Agora, a diretora de comunicação do SindUte, Maria Catarina Laboré, informou que a greve geral nacional, já é uma prática da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), no qual o SindUte Minas Gerais é filiado. Até o ano passado, essa greve geral era por tempo determinado, ou seja, durava no máximo três dias. Ainda segundo a diretora, o sindicato enfrentava dificuldades de lidar com a greve na cidade e na região.
— Pela primeira vez, estamos fazendo uma greve nacional, geral pela educação. Este ano, o movimento terá uma conotação diferente, será por tempo indeterminado, diante da conjuntura que está sendo colocada — contou Catarina Laborê.
A paralisação atende a três pautas: o Município, o Estado e o País. Os servidores de Minas Gerais têm uma pauta com o governo e estão aguardando uma resposta referente ao documento assinado em 2015.
— Esperamos a resposta do governo em relação ao que ele assinou que é o pagamento do reajuste do piso salarial profissional nacional. O MEC, já anunciou neste ano que o reajuste foi em torno de 7,5% em janeiro, e o acordado era que, assim que fosse anunciado, imediatamente, já teríamos o reajuste no contracheque, e isso não ocorreu. Em fevereiro, essa diferença não veio — explicou.
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