8 de janeiro

3 anos se completam de um dos capítulos mais tristes da história do Brasil. No dia 8 de janeiro de 2023, uma manifestação registrou atos de vandalismos na sede dos Três Poderes em Brasília. Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal sofreram danos irreparáveis. O Brasil estampou as notícias mundiais com uma verdadeira vergonha. Foi o ápice da polarização política que atrasa o país desde meados de 2018. A briga de esquerda e direita nos levou a atos de rebeldia, violência e vandalismo. Tristeza!
Punição
Os debates da anistia tomam conta dos noticiários nesta data. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) querem a soltura de alguns presos. A oposição defende a manutenção dos presidiários. Toda essa história tira o foco do que realmente importa: o dano irreparável que esse episódio causou o país. Ora, é no minímo presunçoso solicitar a liberação de todos os envolvidos neste caso. Há imagens, evidências e provas suficientes para saber que muitos ali merecem, sim, pagar pelo que fizeram.
Cautela
Não obstante, é preciso considerar que algumas punições realmente foram exageradas. Atos de vandalismo em menor escala receberam, por exemplo, penas maiores que em casos de furto, roubo e até homicídio. É preciso realizar um verdadeiro pente fino sobre cada caso, sem “jogar para a galera”. Querer a liberação de todos os presos é debochar de um dia que ficará marcado na história do Brasil. É o cúmulo do absurdo normalizar uma data onde o país foi humilhado e jogado as traças.
Vergonha
Autoridades venezuelanas prenderam nesta semana 14 jornalistas durante posse da presidente interina, Delcy Rodríguez. Segundo o sindicato dos profissionais, 11 trabalham para agências de notícias internacionais, um para a mídia local. O sindicato afirmou que os profissionais tiveram os equipamentos, celulares, redes sociais e o histórico de mensagens e ligações inspecionados. No fim do dia, um dos jornalistas foi deportado e os outros, liberados. Uma verdadeira vergonha mundial!
Liberdade
A liberdade de imprensa deve ser única e irrestrita. Qualquer coisa diferente disso é um escárnio. O regime da Venezuela se mostra implacável mesmo com a queda do ex-presidente Nicolás Maduro. Um episódio desta magnitude só evidencia uma sequência de acontecimentos onde a imprensa perdeu a voz. São tempos sombrios de trabalho e é por isso que os órgãos devem se unir.
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