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Política

A diferença 

A diferença 

Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece de novo com ampla vantagem em pesquisa para o governo de Minas. O cenário do momento revela mais do que um favoritismo circunstancial: Cleitinho construiu sua trajetória com um discurso simples, direto e fortemente conectado às redes sociais, algo que continua mobilizando apoio popular em diferentes regiões do estado. Enquanto isso, o atual vice-governador Mateus Simões (PSD) ainda enfrenta um desafio importante: ampliar sua popularidade. Embora seja um nome relevante dentro da estrutura administrativa estadual, sua projeção eleitoral ainda não alcançou o mesmo patamar de reconhecimento junto ao eleitorado. Em política, muitas vezes, não basta ocupar um cargo estratégico — é preciso transformar visibilidade institucional em capital eleitoral. E isso, muitos poucos sabem fazer. 

Ainda dividido 

De um lado, Cleitinho desponta como favorito natural. De outro, diferentes grupos políticos ainda tentam organizar seus espaços e alianças, o que pode fragmentar forças que, em tese, disputam um eleitorado semelhante. O senador, até o momento, ainda não em apoios oficiais, já que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) tem demonstrado aproximação com Simões, mesmo que seu partido ainda não tenha definido nada. Assim, a direita ainda tenta encontrar união em um dos palcos mais importantes da eleição nacional. E está demorando, enquanto o nome de Cleitinho cada dia ganha mais força. 

Cenários 

O levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda-feira coloca Cleitinho na liderança isolada na corrida rumo ao Palácio Tiradentes. Nos dois cenários estimulados, o senador abre mais de 20 pontos percentuais de vantagem sobre os concorrentes, consolidando-se como o principal nome da disputa neste momento. Atrás dele aparecem o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o vice-governador Mateus Simões (PSD), que brigam pela segunda vaga em um eventual segundo turno. A quem aposte que o divinopolitano leva até no primeiro turno, dependendo da situação de agora para frente. Se o PL continuar dividido e Pacheco não formar um grupo forte, a possibilidade é grande. 

Pulverizado

Se a disputa pela principal cadeira do Executivo começa a ganhar forma, a corrida pelo Senado apresenta um quadro ainda mais fragmentado. Segundo a mesma pesquisa do Paraná Pesquisas, o senador Carlos Viana (Podemos) aparece na liderança com 32,2% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB), com 26,1%, e pela prefeita de Contagem Marília Campos (PT), com 25,7%. Mais atrás surgem o ministro Alexandre Silveira (PSD), com 16,6%, e o ex-deputado Marcelo Aro (PP), com 13,8%. Já o deputado federal Domingos Sávio (PL) aparece com 9,6%, enfrentando um desafio considerável para ampliar sua competitividade. A ex-deputada Áurea Carolina (PSOL) soma 6,9%. Assim, a disputa pelas duas cadeiras mineiras no Senado tende a ser uma das mais imprevisíveis do país. Com muitos nomes competitivos e eleitorado dividido, qualquer movimentação estratégica pode alterar significativamente o quadro. E o tabuleiro pode ficar ainda mais complexo. Nos bastidores, segue a informação sobre a possível entrada do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), nesta disputa. Caso esse movimento se confirme, o cenário eleitoral mineiro pode ganhar novos contornos, embaralhando alianças e redesenhando estratégias partidárias. 

‘Puro -sangue’Com a divisão do PL e a indefinição de dos possíveis concorrentes, Cleitinho já articula em busca de um companheiro de chapa. O nome mais falado que já havia sido cogitado é o do prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão (Republicanos). Ele admitiu o convite e se colocou à disposição do parlamentar para concorrer ao Executivo Estadual com uma dupla “puro-sangue”. Falcão disse à Itatiaia que conversa frequentemente com Cleitinho, havendo assim boas chances de efetivação dos dois nomes. Falcão revelou ainda que sua filiação ao Republicanos no fim de fevereiro foi um gesto de aproximação ao senador, o que foi muito falado à época. Pelo visto, tudo caminha para esta união, em especial pelo fato de o presidente da Fiemg no Estado, Flávio Roscoe, ter sinalizado que mira uma candidatura solo.

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