Rompimento?

É o que vem sendo falado nos bastidores políticos sobre a relação entre o governador Romeu Zema (Novo) e seu vice Mateus Simões (PSD). Na verdade, a possibilidade já foi até publicada por alguns veículos de comunicação na semana passada. E as motivações são muitas, entre elas, Simões não "ter papa na língua" ao abordar alguns assuntos em público. Mas o último desconforto foi a declaração do presidente do PDS em Minas, Cássio Soares, a respeito da formação de chapa com o partido de Zema, o que fazia parte do acordo para viabilizar sua pré-candidatura com apoio total do chefe do Executivo mineiro. No entanto, Simões já se achando autossuficiente na corrida rumo à cadeira do Palácio Tiradentes, cogitou a possibilidade de caminhar com outra legenda. O que deixou o governador chateado e a um passo de desistir da aliança com seu vice. O que mais falta a acontecer nesse xadrez político em Minas, que, neste ano, além de completa indecisão é o mais dividido de décadas?
Traídos
Além do desconforto com as falas do vice, membros da cúpula nacional do Novo defendem que Zema se aproxime de Cleitinho (Republicanos) e se afaste Simões (PSD) no processo eleitoral. O Partido cogita, inclusive, que Zema adie sua renúncia, a princípio, que ocorreria já no próximo dia 22. A sigla, inclusive, já teria enviado mensageiros para saber a opinião do senador sobre uma possível filiação. No entanto, Cleitinho já afirmou este PB que seguirá no Republicanos. Resta então, uma composição de chapa, caso a aproximação se confirme. Nomes importantes do partido de Zema, estão se sentindo traídos, após Cássio Soares ter dito que o vice de Simões pode não ser do Novo. Declaração que foge totalmente ao acordo feito na migração partidária do vice, como dito acima. O fato de Cleitinho ter defendido o governador das críticas do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em vídeo, pode significar um sinal positivo do senador.
No União Brasil
Se Simões pode sair de cena, outro nome conhecido e que ainda não confirma pré-candidatura, pode aparecer nos próximos dias: Rodrigo Pacheco, ainda no PSD. Pessoas ligadas ao presidente Lula (PT) em Minas, garantem que o senador só está aguardando confirmar sua troca de partido. A princípio, o MDB era o preferido, mas depois de análises se chegou a um consenso que poderia haver algum desconforto com membros da da legenda no Estado. Dito isso, o União Brasil deve ser o destino de Pacheco. Após esta confirmação, haverá o anúncio oficial da formação da chapa, tendo o senador como cabeça. Caso se confirme, Cleitinho pela direita e ele representando a esquerda, devem travar uma batalha interessante na disputa. O que significa: Flávio Bolsonaro versus Lula no segundo maior colégio eleitoral do país?
Será?
A formação dita acima, apesar de muito possível, por enquanto é apenas uma probabilidade. Isso porque na política tudo pode acontecer e as mudanças podem acontecer da noite para o dia. Teria o presidente do PL em Minas, deputado Domingos Sávio, uma razão para dizer que o PL, por enquanto, não declara apoio a pré-candidatura de Coutinho? Talvez sim. O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que deixará o cargo para se candidatar à sigla de Bolsonaro, pode tentar uma corrida solo. Já teria, inclusive, consultado falado junto a algumas lideranças sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas. Teria, inclusive, feito consultas junto a lideranças políticas em Brasília sobre a viabilidade de uma construção com o PP. Um dos envolvidos na interlocução é o senador Ciro Nogueira. Decisão que certamente bagunça o cenário, levando-se em conta, principalmente, que Cleitinho já declarou apoio irrestrito a Flávio Bolsonaro.
Não considera
Pelo menos neste momento, Roscoe não julga viável uma composição para ser vice de Cleitinho. Devido aos fatos ditos já nos tópicos acima e a divisão no PL em Minas, o empresário mira uma cabeça de chapa. Não seria um voo bem alto para quem está começando agora? Esse deveria ser o conselho para quem está o incentivando. Tanto que, em reunião em Brasília, Flávio Bolsonaro afirmou a interlocutores que em Minas Gerais o cenário está em aberto, muito indefinido. No entanto, o ego inflado deixa muitos cegos.
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