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Editorial

A verdade apurada e contada 

A verdade apurada e contada 

A desinformação mata e traz retrocessos significativos para a humanidade. Uma notícia falsa não aguenta dez segundos de informação de qualidade e credibilidade. Apesar de tudo isso, está mais do que provado, que contra fatos não há argumentos, e que não é possível sobrepor uma opinião a um fato. O processo de comunicação é muito complexo. Tendo em vista o cenário atual que a sociedade enfrenta, com retrocessos e sem compreender que o “meu direito termina onde o do outro começa”, além de resistência em aceitar posicionamentos contrários, entre diversos outros problemas. É preciso estar aberto ao diferente e à realidade, ao que determinadas situações causam e podem causar. Só assim, pode-se ter um processo de comunicação eficaz. Afinal, de nada adianta ter uma informação baseada na verdade, se o povo não está aberto para entender e aceitar isso. E, justamente neste ponto que tudo torna-se mais complexo, e com isso retrocessos significativos para a humanidade ficam escancarados.

Nesta mesma linha, está a obrigação de insistir. Por mais difícil e desgastante que seja, é preciso permanecer neste caminho que tem a verdade como principal pilar. Apesar de não interpretar a real importância do papel da imprensa na democracia brasileira, está mais do que provado que o povo necessita dela para sobreviver. Sim! Não é preciso ir muito longe para mostrar esta realidade. A prova disso está bem aqui em Divinópolis. Todos sabem que as ‘fake news’ vitimizam milhares de cidades e pessoas diariamente, mas quando o ‘caldo entorna’, quem ‘segura o rojão’ é a imprensa. Diante das discussões acaloradas que envolvem mais uma vez a Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA), vê-se que sem a imprensa local tudo seria ainda pior. Atacada por todos os lados, taxada, adjetivada, julgada, apontada, mas quando a “coisa aperta” quem está lá para mostrar a verdade e cobrar é a imprensa. Exatamente neste instante, que fica mais do que provado a inexistência de discurso negacionista neste mundo, capaz de acabar com a força que a imprensa tem. 

Até tentam, e como tentam desmoralizar e descredibilizar a imprensa. Mas quando o real grita, quando o caos e o descaso batem à porta, não há nada que resista a uma verdade desnuda, escancarada e sem maquiagem. Esta é verdade, nua e crua, que mantém a democracia brasileira de pé. Infelizmente, isso dá até o direito de um cidadão compartilhar a notícia falsa que ele quiser. É exatamente assim, nesta luta constante em prol da liberdade e da verdade, que a imprensa segue, apesar dos desafios e obstáculos. Afinal, alguém precisa estar lá quando o caldo entorna e quando o rojão explode. No fim de tudo, a única certeza é que podem até tentar, mas não há nada mais forte do que ela: a verdade contada, mostrada e apurada. Contra fatos não há argumentos.

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