Após quatro meses, Divinópolis avança para onda amarela
Da Redação - Com informações da Agência Minas
O Comitê Extraordinário da covid-19 em Minas Gerais decidiu, na tarde desta quinta-feira, pelo avanço da macrorregião Oeste, que inclui Divinópolis e outros 53 municípios, para a onda amarela do plano Minas Consciente. A última vez que o município se encontrava nesta onda foi na primeira semana de março, há cerca de quatro meses.
O avanço foi possível devido à queda consistente dos indicadores que medem a situação da pandemia em Minas. A taxa de incidência da doença, que demonstra a circulação do vírus na sociedade, teve queda de 29% na última semana e de 36% nos últimos 14 dias. As macrorregiões Centro, Centro-Sul, Jequitinhonha, Leste, Norte e Triângulo do Norte também avançaram para a onda amarela. Elas se unem à macrorregião Sudeste, que já estava nesta fase nas últimas semanas.
Seguem na onda vermelha as regiões Leste do Sul, Nordeste, Noroeste, Sul e Triângulo do Sul. No entanto, nenhuma delas possui mais a classificação de Cenário Epidemiológico e Assistencial Desfavorável, o que inviabilizaria, por exemplo, a volta às aulas. As mudanças entram em vigor a partir de sábado.
Onda amarela
A onda amarela permite a realização de eventos com até 100 pessoas e a ocupação de 75% em hotéis e atrativos culturais. O distanciamento linear entre as pessoas agora é de 1,5m.
Queda na ocupação
O secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, afirmou que os dados da secretaria demonstram uma clara melhora no cenário da pandemia em Minas, além de queda consistente na ocupação de leitos.
— O vírus está circulando menos, os gráficos mostram isso. Menos pessoas estão com sintomas, buscando atendimento especializado. Tivemos uma queda robusta na procura por leitos, principalmente nas regiões Centro, Centro-Sul, Oeste e Triângulo do Sul —afirmou.
Atualmente, a ocupação de leitos de UTI Covid em Minas é de 68%. No último mês, o número de pacientes aguardando uma unidade de terapia intensiva caiu de 227 para 54, graças à ampliação no número de leitos e também à redução da circulação do vírus.
Queda de óbitos
A mortalidade por faixa etária a cada 100 mil habitantes também apresenta uma queda expressiva, especialmente entre os grupos imunizados.
Na faixa etária com 80 anos ou mais, a taxa de mortalidade caiu de 12% para 10% desde o início da pandemia. Já nos grupos que possuem entre 70 e 79 anos, a redução foi de 43% para 28%. Entre as pessoas que têm entre 60 e 69 anos, a queda foi de 24% para 19%.
Baccheretti atribui a redução à eficácia comprovada da imunização no estado, nesta que é a maior operação de vacinação da história de Minas Gerais.
— Os gráficos apresentam um descolamento entre casos e óbitos, o que demonstra a eficácia da vacinação diante dos casos graves. No pico, antes da vacinação, tínhamos uma proporção semelhante entre casos leves, graves e óbitos. Hoje, a proporção de casos leves é muito maior do que a de óbitos. Significa que, mesmo as pessoas pegando a doença, ela está se agravando menos, e principalmente, as pessoas estão morrendo menos — explicou.
Cirurgias eletivas
Nenhuma região se encontra atualmente com cenário desfavorável assistencial e epidemiológico, portanto as cirurgias eletivas estão autorizadas, dentro dos seguintes critérios:
Onda vermelha: procedimentos cirúrgicos em ambiente ambulatorial, uma vez constatado pelo médico assistente que o atraso deste tratamento poderá levar a complicações e/ou ao aumento do risco de morte.
Onda amarela: todos os procedimentos permitidos na onda vermelha, além de procedimentos cirúrgicos hospitalares que não demandem intubação orotraqueal ou sedação profunda, uma vez constatado pelo médico assistente que o atraso deste tratamento poderá levar a complicações e/ou aumento do risco de morte.
Onda verde: todos os tipos de eletivas ficam permitidos, mas caberá ao gestor local e da unidade de atendimento analisarem a disponibilidade de leitos, equipes, equipamentos e insumos hospitalares.
Em todas as ondas podem ser realizados procedimentos relacionados a transplantes, cirurgias cardiovasculares, oncológicas, neurológicas e neurológicas relacionadas ao processo dialítico, em estado de saúde mais grave.
Taxa de incidência
O Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes-MG) aprovou na última terça-feira uma mudança no indicador que mede a taxa de incidência, para tornar mais completa a avaliação dos fatores usados para medir a circulação do vírus. A nova medida já foi utilizada nesta semana.
Servidores públicos
O Comitê Extraordinário Covid-19 também aprovou, nesta quarta-feira, mudanças nas deliberações referentes ao modelo de trabalho dos servidores estaduais.
Foi determinada a retomada gradual do trabalho presencial nos órgãos estaduais, em conformidade com as regras de biossegurança estabelecidas pela Secretaria de Saúde e priorizando o retorno dos servidores que já estejam com a vacinação completa. Caberá a cada órgão e entidade estabelecer um mínimo de servidores que voltará ao trabalho presencial.
Também houve alteração no procedimento para afastamento de servidores com sintomas da doença. A partir de agora, será necessária a realização de perícia para permitir o afastamento do servidor. Ela poderá ser realizada pelo serviço de teleatendimento.
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