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Saúde

Aprovada uma semana depois do Hospital Regional, privatização da Copasa é rapidamente sancionada por Zema

Por Bruno
Aprovada uma semana depois do Hospital Regional, privatização da Copasa é rapidamente sancionada por Zema

Da Redação

A rapidez com que o governo de Minas Gerais sancionou a lei que autoriza a privatização da Copasa acendeu novamente o debate sobre prioridades no Palácio Tiradentes. Aprovada uma semana depois do projeto que permite a doação do Hospital Regional de Divinópolis, a venda da companhia de saneamento já foi oficialmente sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo) e publicada no Diário Oficial nesta terça-feira, 23. Enquanto isso, o hospital, aguardado há mais de uma década, segue sem a assinatura final.

Com a sanção, o Estado está autorizado a dar andamento formal ao processo de desestatização da Copasa. A legislação estabelece garantias como a manutenção dos empregos por 18 meses, a obrigatoriedade de cumprimento das metas de universalização dos serviços de água e esgoto e a preservação da tarifa social para a população de baixa renda. O governo justifica a venda como estratégia para reduzir a dívida de Minas com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões, ou viabilizar a adesão ao programa federal Propag.

Hospital Regional

O avanço rápido do projeto contrasta com a situação do Hospital Regional de Divinópolis. O Projeto de Lei 4690/25, de autoria da deputada estadual Lohanna França (PV), foi aprovado por unanimidade em segundo turno na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no dia 10 de dezembro, uma semana antes da aprovação da privatização da Copasa, mas ainda não recebeu sanção do governador.

O texto autoriza a doação definitiva do hospital à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), passo considerado essencial para que a unidade finalmente entre em funcionamento e passe a atender cerca de 1,3 milhão de pessoas do Centro-Oeste mineiro.

Crítica

Através das redes sociais, Lohanna questionou a demora no projeto do Hospital e a rapidez no da Copasa.

— Em Minas, a caneta corre quando é para vender. Para cuidar de gente e cumprir compromissos feitos com o povo, emperra — escreveu.

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